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✿ Pessoas más


Eles riem da minha cara
Como se eu fosse um brinquedo de plástico

Sem nenhum valor e sem nenhum amor
Mundo que pisa forte mesmo quando estou fraca e sem forças
Tendo um coração de verdade sem querer
Eles brigam por outro sonho sem noção
E sem conseguir ver
Eles gritam da minha vida e dizem que minha vida é sem cor
Me fazem pensar que não mais sou a mesma pessoa
É o lema de estar aqui e suportar algumas coisas

Aqui não restou nenhuma coisa
Só a toa revirando lembranças boas
A minha imagem não se acaba
Fingir nada sentir acaba sendo fácil
Eles quebram os pedaços desse coração
Sem se importar e na minha frente tudo fatal

Eu sonho como uma cega, mas ainda sonho
E me ponho como um brinquedo arrumado e consertado
Reformado e cheio de ouro por dentro
Tão lindo como jamais fui
Um tesouro

Os meus olhos ainda enxergam
Por trás de outros olhos
E sei que minha alma é maior
Do que qualquer coisa aqui ao redor
Estou simplesmente arrumada, mas contrariada
Por meu próprio coração sem saber para onde ir
Se escolher a razão e não me deixar ferir

Não trago nenhum rancor
Esse coração forte supera qualquer desabor

Fran.R.M

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● Ponteiros tortos

Quantos sonhos loucos passaram por tua porta? Não viu as cores que tecem o céu, que mudou há tempos Perdemos a lucidez desde os anseios mais remotos Desde que a dúvida, calou qualquer tentativa torta
Me desnorteia respirar nesse véu de dias iguais Eu conversaria por horas dentro de mim mesma Com os mesmos traços e ainda os mesmos pedaços Embora sinto que meus anos correram demais
Voltaria para quem fui, correndo ao alento Retalhos do que bastou para amar, não seria para depois Basta de fugir do meu eu, sem contentamento! Eu e meus batimentos descompassados não somos dois 
Corremos na linha de qualquer outra perdição Entre a brandura e a loucura, sem ponteiros para seguir Na frente aos pés, aos poucos sinto a leve intuição Alguém mais despertou depois de tempos sem sentir?

Autoria: Franciéle R. Machado

• Avessos

Não sou eu há dias, ou horas Nem anteontem desde o sentido distorcido Que vaga beirando ao silêncio Linha tênue que embriaga
Não sou horizonte, nem estrada Pois parei em pontos distantes Além da lua e da noite E há dias permaneço assim intacta
E dentre tropeços, perdi os endereços Tenho casa só dentro de mim Para não dizer que sou perdida Nestas linhas vastas de insensatez
Não sei onde ficou o espelho Pois esta face não é minha Desde que me tornei ventania desfocada Que passeia sem qualquer adereço
Embora tenha no peito ideias sozinhas Que dos avessos perdem-se por aí Não sou eu, faz dias, um mês E quem sou? Linha do verso só por dizer?
Autoria: Franciéle Romero Machado

Amigos, desculpe a ausência do blog...Continuarei compartilhando cada verso com vocês!

Peito em estopim

Conversas do anoitecer
Só eu e você
Dentre olhares confortáveis

Reinvento, paisagens aleatórias de nós
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Um salto no ar, pra quem quer tanto
Quando teus olhos me abraçam
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Da minha projeção mais impensável

Sei que não é pouco
Amar desperta a intenção
De embaralhar toda a nossa razão

Insano, como quem declara o que sente tão alto
E se o depois não houvesse?
Sorriria para ti, pois viveu um sonho em mim

Um tormento que me desatinou
Um suspiro em sua voz, ouço em meu interior
A vida que desabrochou de novo enfim

Quando nos reconstruímos
Mesmo quando parecera arrancar esse afeto por medo
Reviveu, peito em estopim

Pois decerto não era para ser o fim

Autoria: Fran Romero