21 de dezembro de 2009

✿ Posta em qualquer outro lugar


O que vejo
É um desejo embaralhado
Sobreposto no telhado de casa
Mas não tenho a certeza
Brasas da chama queimando
Ganhou asas e saiu voando
Longe do turbilhão há se diluir
Ainda há a vontade de se esconder
Penso na clara lua que não vai aparecer
E quando mais eu for para a multidão
Nada conseguirei ver mesmo assim

Quando se vai o que restou
Os cortejos de boas vindas
Quero quebrar o meu silêncio
Com memórias já findas
Para parar no inicio
Na pedra solta
Na beira do precipício

E o que observo
É o sonho de não me calar
Contra quem negligenciar?
E basta o que sinto longe do calor

Por favor, esperança
Não me deixe sem vontade de vencer
Logo levarei o que na andança
Tentei viver


Fran.R.M

0 percepções:

Postar um comentário

Deixe aqui algumas palavras sobre o que compreendeu, a sua percepção do que leu...