Pular para o conteúdo principal

• Ao despertar


Ao mundo barulhento
Que não quer acordar
Para a realidade que está em nosso olhar

Não quer ver esse lugar turbulento
Que o vento vive a assoviar
Um lugar que parece irreal, que está a se depredar
E as palavras não bastarão

Ao despertar
Sem poder respirar
De nada vai bastar
O sonho está se quebrando
E vozes e vozes falando

É real, é fatal
Não tentem ignorar
O que vai chegar ao despertar
Os olhos se fecham
O silêncio está vindo
A alma de medo se consumindo
Não será eterno o sonho
Que vem a cabeça
Que faça com que esqueça
O mundo de hoje

Basta olhar para o lado
Tanta gente tem chorado
Lágrimas de sangue
Que o sol não secou
Que o coração derramou

Lágrimas de sangue
Que não bastarão
---

Autoria: Franciéle.R.Machado

Comentários

  1. Essa poesia já havia sido postada antes,bem no inicio do blog, mas resolvi posta-la novamente porque creio que ninguém viu e que tem muito haver com acontecimentos atuais, eu gosto muito dela e queria que vocês a vissem.

    :)

    ResponderExcluir
  2. Tem tudo a ver mesmo Fran.

    "Basta olhar para o lado
    Tanta gente tem chorado
    Lágrimas de sangue"

    lembrou o Haiti...o sofrimento do povo haitiano.
    Obrigado por compartilhar o poema conosco.
    bjs

    ResponderExcluir
  3. Fran, estou gostando das suas poesias, parabens :D

    Dá uma passada no meu blog ship-downloads.blogspot.com

    ResponderExcluir
  4. É bom poder compartilhar a revolta que sinto vendo o que acontece com os outros,muita coisa não é justa.:/

    Bjs e obrigada pela visita!

    ResponderExcluir
  5. nossa voce é talentosa, suas poesias sao otimas

    http://viniciusoliveiraa.blogspot.com/
    comenta, me siga e vote na enquete

    ResponderExcluir
  6. Obrigada pelos comentários, voltem sempre,visitei os seu blogs já. :)

    ResponderExcluir
  7. adorei suas poesias, beelo blog :D xx

    ResponderExcluir
  8. Vim retribuir sua visita, e confesso ter encontrado coisas lindíssimas em seu blog; belas palavras.
    Parabéns mesmo!

    Beijos!

    ResponderExcluir
  9. Uma poesia muito tocante e inspiradora, meus parabéns!

    ResponderExcluir
  10. De uma forma nessa poesia retrata o mundo desigual em que vivemos, pessoas morrendo de fome, pessoas sendo hostilizadas... parabéns pela poesia...

    Abraços

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Deixe aqui algumas palavras sobre o que compreendeu, a sua percepção do que leu...

Postagens mais visitadas deste blog

● Ponteiros tortos

Quantos sonhos loucos passaram por tua porta? Não viu as cores que tecem o céu, que mudou há tempos Perdemos a lucidez desde os anseios mais remotos Desde que a dúvida, calou qualquer tentativa torta
Me desnorteia respirar nesse véu de dias iguais Eu conversaria por horas dentro de mim mesma Com os mesmos traços e ainda os mesmos pedaços Embora sinto que meus anos correram demais
Voltaria para quem fui, correndo ao alento Retalhos do que bastou para amar, não seria para depois Basta de fugir do meu eu, sem contentamento! Eu e meus batimentos descompassados não somos dois 
Corremos na linha de qualquer outra perdição Entre a brandura e a loucura, sem ponteiros para seguir Na frente aos pés, aos poucos sinto a leve intuição Alguém mais despertou depois de tempos sem sentir?

Autoria: Franciéle R. Machado

• Avessos

Não sou eu há dias, ou horas Nem anteontem desde o sentido distorcido Que vaga beirando ao silêncio Linha tênue que embriaga
Não sou horizonte, nem estrada Pois parei em pontos distantes Além da lua e da noite E há dias permaneço assim intacta
E dentre tropeços, perdi os endereços Tenho casa só dentro de mim Para não dizer que sou perdida Nestas linhas vastas de insensatez
Não sei onde ficou o espelho Pois esta face não é minha Desde que me tornei ventania desfocada Que passeia sem qualquer adereço
Embora tenha no peito ideias sozinhas Que dos avessos perdem-se por aí Não sou eu, faz dias, um mês E quem sou? Linha do verso só por dizer?
Autoria: Franciéle Romero Machado

Amigos, desculpe a ausência do blog...Continuarei compartilhando cada verso com vocês!

Peito em estopim

Conversas do anoitecer
Só eu e você
Dentre olhares confortáveis

Reinvento, paisagens aleatórias de nós
O teu humor tão seguro de si
Um gosto de que algo entre nós 
Não pode fugir assim

Um salto no ar, pra quem quer tanto
Quando teus olhos me abraçam
Te percebo em cada canto
Da minha projeção mais impensável

Sei que não é pouco
Amar desperta a intenção
De embaralhar toda a nossa razão

Insano, como quem declara o que sente tão alto
E se o depois não houvesse?
Sorriria para ti, pois viveu um sonho em mim

Um tormento que me desatinou
Um suspiro em sua voz, ouço em meu interior
A vida que desabrochou de novo enfim

Quando nos reconstruímos
Mesmo quando parecera arrancar esse afeto por medo
Reviveu, peito em estopim

Pois decerto não era para ser o fim

Autoria: Fran Romero