Pular para o conteúdo principal

✿ Esperança enterrada




Quantas vezes ouvi meu coração gritar?
E sempre foi um motivo para chorar
Sem ter que olhar mais para o chão
Agora pareço estar me sentindo vazia
Esses dias vão se resolver
Sofrer?

Pensei que nunca ia ter que me prender
Observando a ilusão que ia
Pendurada e minhas mãos cedendo
Eu caia por conta própria
E não ninguém nada via

E sofrendo por pequenas frustrações
Isso é passado enterrado
Bem longe da minha visão
Longe de qualquer escuridão
Espero

Não posso mais me acostumar
Eu tenho vivido e não mais me iludido
Deixando tudo
No esquecimento na minha memória curta
Não sou mais tão egoísta

Vivendo a cada dia
Isso eu espero







Comentários

  1. Seu talento me surpreende sempre.
    Estou com um poema que tem algo incomum com este...
    Em relação a caminhos que se trilham...
    Eu gosto muito de passar por aqui, você escreve sempre com maestria.
    Parabéns Fran, beijos. =)

    ResponderExcluir
  2. Como sempre, palavras bem expressadas em cada verso teu escrito. Onde estará a esperança? Por que não em nosso interior? :) Os sonhos e a esperança é o que nos move, de modo a nos tornarmos a pessoa que queremos ser, e de modo a encontrar tudo aquilo que desejamos para nós!

    Que a esperança possa sempre brilhar em teu coração, querida Fran! :) Beijos e um bom fim de semana! :)

    [ ]´s

    ResponderExcluir
  3. Parabéns jovem poetisa.
    Gosto do tom de suas poesias, e principalemte do som que elas fazem, ao lê-las auto.
    Espero que possa um dia encontra-la em meu blog.

    www.odoacropoesias.blogspot.com

    ResponderExcluir
  4. Nossa, que poema profundo...
    gostei muito fran.

    bjs

    ResponderExcluir
  5. tb estou a procura da esperança, vc é muiiito boa nisso bjus!

    ResponderExcluir
  6. Fran, a esperança é algo que perdemos muito fácil,porém,esquecemos que sem ela é impossível prosseguir.Tudo o que fazemos na vida,a esperança tem de caminhar conosco,porque junto com a fé,conseguimos chegar aonde desejamos.
    Como sempre, lindo poema.
    bjos

    ResponderExcluir
  7. Está aqui...
    Está alí..
    Procuro-a também.
    Se achaste me dar um pedacinho da que tu tens?

    shuahus..

    Beijos, volto sempre! =)

    ResponderExcluir
  8. fazia tempos que não passava aki
    vou passar mais seguido..
    mto boa tuas poesias

    ResponderExcluir
  9. "O que há no final do caminho
    Sem machucados e sem espinhos"

    É isso msm, acho q resume muitos sentimentos.
    Amei!

    E vlw, pelo comentário no meu blog!
    É, talvez eu tivesse q ter mandado msm, mas vai saber... Nunca sabemos ao certo a melhor escolha. rsrs


    Bjinhus!

    ResponderExcluir
  10. No final do caminho existe outros caminhos.
    Nossa sina é fazer escolhas...Caminhar
    Há tanto para ver e anoite chegará... Ela sempre chega... E com estrelas...

    ResponderExcluir
  11. muitoo , muito lindo seu blog *-*
    Parabéens .
    te seguindo :)
    beiijos .

    ResponderExcluir
  12. valeu franzinha!!
    aquele poema não é dos meus melhores, mas fico feliz que tenha se identificado.
    bjs

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Deixe aqui algumas palavras sobre o que compreendeu, a sua percepção do que leu...

Postagens mais visitadas deste blog

● Ponteiros tortos

Quantos sonhos loucos passaram por tua porta? Não viu as cores que tecem o céu, que mudou há tempos Perdemos a lucidez desde os anseios mais remotos Desde que a dúvida, calou qualquer tentativa torta
Me desnorteia respirar nesse véu de dias iguais Eu conversaria por horas dentro de mim mesma Com os mesmos traços e ainda os mesmos pedaços Embora sinto que meus anos correram demais
Voltaria para quem fui, correndo ao alento Retalhos do que bastou para amar, não seria para depois Basta de fugir do meu eu, sem contentamento! Eu e meus batimentos descompassados não somos dois 
Corremos na linha de qualquer outra perdição Entre a brandura e a loucura, sem ponteiros para seguir Na frente aos pés, aos poucos sinto a leve intuição Alguém mais despertou depois de tempos sem sentir?

Autoria: Franciéle R. Machado

• Avessos

Não sou eu há dias, ou horas Nem anteontem desde o sentido distorcido Que vaga beirando ao silêncio Linha tênue que embriaga
Não sou horizonte, nem estrada Pois parei em pontos distantes Além da lua e da noite E há dias permaneço assim intacta
E dentre tropeços, perdi os endereços Tenho casa só dentro de mim Para não dizer que sou perdida Nestas linhas vastas de insensatez
Não sei onde ficou o espelho Pois esta face não é minha Desde que me tornei ventania desfocada Que passeia sem qualquer adereço
Embora tenha no peito ideias sozinhas Que dos avessos perdem-se por aí Não sou eu, faz dias, um mês E quem sou? Linha do verso só por dizer?
Autoria: Franciéle Romero Machado

Amigos, desculpe a ausência do blog...Continuarei compartilhando cada verso com vocês!

Peito em estopim

Conversas do anoitecer
Só eu e você
Dentre olhares confortáveis

Reinvento, paisagens aleatórias de nós
O teu humor tão seguro de si
Um gosto de que algo entre nós 
Não pode fugir assim

Um salto no ar, pra quem quer tanto
Quando teus olhos me abraçam
Te percebo em cada canto
Da minha projeção mais impensável

Sei que não é pouco
Amar desperta a intenção
De embaralhar toda a nossa razão

Insano, como quem declara o que sente tão alto
E se o depois não houvesse?
Sorriria para ti, pois viveu um sonho em mim

Um tormento que me desatinou
Um suspiro em sua voz, ouço em meu interior
A vida que desabrochou de novo enfim

Quando nos reconstruímos
Mesmo quando parecera arrancar esse afeto por medo
Reviveu, peito em estopim

Pois decerto não era para ser o fim

Autoria: Fran Romero