Pular para o conteúdo principal

• Mínimo fragmento


Tarde, minha tarde
A esclarecer antigos sentimentos
Minha grande perda neste acalento

Só receio a profundidade
Com que a canção toca a me emocionar
Trazendo o sorrir ou o chorar

Nunca foi proibido chorar?
Tinha que ser proibido amar
Parecendo algo a faltar

No fundo dessa alma
Talvez saiba ou não
Procurando calma
Até então

Vago sentir
Chega a mim sem pretensão
Explicações não bastam
Não se retratam

Deixe-me em paz
Deixe-me ser como uma pintura
Ali parada e desenhada
Sem nenhuma modificação

Pintura escura
Perdida entre alguma escuridão
Que talvez tenha alguma emoção
Que não seja significativa
Sim alusiva

A qualquer opinião
A qualquer coração

Ser como um sentimento
Sem pulsação
Um mínimo fragmento
Uma frágil decoração

---

Autoria: Franciéle.R.Machado

Comentários

  1. Adorei, quem derá se tivesse este talento para poesias! Continue...

    http://gemations.blogspot.com

    ResponderExcluir
  2. Que ritmo ótimo.
    Toda uma doçura angustiada...
    Um paradoxo de mentirinha que parece ser verdade o tempo todo.

    Imagens lindas...

    ResponderExcluir
  3. Que linda.
    Encontrei seu link na comunidade no blog.
    Parabéns, você usa as palavras de maneira muito inteligente.
    Não deixe de escrever!

    ResponderExcluir
  4. Que linda poesia, Fran. Terna e carregada de sentimentos. Parabéns!! Você também escreve muito bem!! Beijos, :)

    ResponderExcluir
  5. Oi minha linda, bom dia!

    Obrigada por ter flutuado comigo em meus pensamentos...amei os comentários que me deixou.


    Atualizo diariamente, e de coração, espero receber sempre sua visita por lá!

    Beijos enormes Rara!Fica com Deus
    http://pensamentosversusmomentos.blogspot.com

    Cris

    ResponderExcluir
  6. lINDA POESIA QUERIDA, HJ EM DIA É DIFICIL VER PESSOAS QUE EXPRESSAM SEUS SENTIMENTOS DESSA FORMA. MEUS PARABÉNS....

    QUANDO PUDER DÊ UMA OLHADA NO MEU BLOG.
    http://danfigueira01.blogspot.com/

    Bjus

    ResponderExcluir
  7. gosto de poesias, parabéns pelas suas!

    http://analisefc.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  8. Nossaaa tocou meu coração tão profundamente linda poesia.

    ResponderExcluir
  9. não gosto muito de poesia , mais seu blog está de parabéns

    http://blogdakarinadelima.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  10. Gostei mais uma vez... Digo e repito, poesias com simplicidade e ao mesmo tempo uma bela harmonia, nada de encher com palavras rebuscadas mirabolantes estupendas (eitaaa!!!)

    Mas tenho uma críticazinha e espero q me perdoe: vc escreveu perca e pelo que entendi, no contexto, o certo é perda... ok, florzinha?

    Não deixe de visitar meu blog, comenta um poema q coloquei lá recentemente

    marvincross.blogspot.com

    ResponderExcluir
  11. ^Marvin Cross

    Não sei qual dos dois é o certo, sempre antes de postar eu coloco no word para ver se está certo e não acusou nenhum erro,mas fica melhor(perda).

    Críticas assim para correção não são ruins =)

    ResponderExcluir
  12. "Um mínimo fragmento... Uma frágil decoração"

    ResponderExcluir
  13. Eu tive um trabalho em que eu tinha que fazer uma poesia. Demorei muito, fiz muito menos que as tuas e fico muito podre. Olhando as tuas assim parece ser fácil mas não é, parabéns !
    Ótimo blog.
    Se possivel passa lá
    www.d0rg4d0s.net

    ResponderExcluir
  14. aaaaaiii gameeeiii
    parece que to vendo o poema de alguém famoso...
    certo que certos poemas não me agradam
    mais o seu tha muito otimo!
    parabéns!

    ResponderExcluir
  15. Gostei demais , MUITO , MUITO BOM :)

    ResponderExcluir
  16. Não entendo nada de poesia... mas vc escreve muito bem.... parabéns!

    ResponderExcluir
  17. Belas palavras colocadas de maneira mais bela ainda, parabéns, adorei ler teus textos.....

    ResponderExcluir
  18. Seu poema é muito bonito. Voce escreve bem
    http://comentariosobrelivros.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  19. Sou extremamente apaixonada por poemas e poesias.
    Escrevo e leio poesias há quase 10 anos, e confesso que nunca havia lido nenhuma poesia neste gênero.

    Parabéns pela forma com a qual dividiu as estrofes, e principalmente pela rima.
    Seu vocabulário é invejável. Siga neste caminho e em breve será reconhecida da forma como merece.

    Estou seguindo, caso lhe convir, me siga também.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Deixe aqui algumas palavras sobre o que compreendeu, a sua percepção do que leu...

Postagens mais visitadas deste blog

● Ponteiros tortos

Quantos sonhos loucos passaram por tua porta? Não viu as cores que tecem o céu, que mudou há tempos Perdemos a lucidez desde os anseios mais remotos Desde que a dúvida, calou qualquer tentativa torta
Me desnorteia respirar nesse véu de dias iguais Eu conversaria por horas dentro de mim mesma Com os mesmos traços e ainda os mesmos pedaços Embora sinto que meus anos correram demais
Voltaria para quem fui, correndo ao alento Retalhos do que bastou para amar, não seria para depois Basta de fugir do meu eu, sem contentamento! Eu e meus batimentos descompassados não somos dois 
Corremos na linha de qualquer outra perdição Entre a brandura e a loucura, sem ponteiros para seguir Na frente aos pés, aos poucos sinto a leve intuição Alguém mais despertou depois de tempos sem sentir?

Autoria: Franciéle R. Machado

• Avessos

Não sou eu há dias, ou horas Nem anteontem desde o sentido distorcido Que vaga beirando ao silêncio Linha tênue que embriaga
Não sou horizonte, nem estrada Pois parei em pontos distantes Além da lua e da noite E há dias permaneço assim intacta
E dentre tropeços, perdi os endereços Tenho casa só dentro de mim Para não dizer que sou perdida Nestas linhas vastas de insensatez
Não sei onde ficou o espelho Pois esta face não é minha Desde que me tornei ventania desfocada Que passeia sem qualquer adereço
Embora tenha no peito ideias sozinhas Que dos avessos perdem-se por aí Não sou eu, faz dias, um mês E quem sou? Linha do verso só por dizer?
Autoria: Franciéle Romero Machado

Amigos, desculpe a ausência do blog...Continuarei compartilhando cada verso com vocês!

Peito em estopim

Conversas do anoitecer
Só eu e você
Dentre olhares confortáveis

Reinvento, paisagens aleatórias de nós
O teu humor tão seguro de si
Um gosto de que algo entre nós 
Não pode fugir assim

Um salto no ar, pra quem quer tanto
Quando teus olhos me abraçam
Te percebo em cada canto
Da minha projeção mais impensável

Sei que não é pouco
Amar desperta a intenção
De embaralhar toda a nossa razão

Insano, como quem declara o que sente tão alto
E se o depois não houvesse?
Sorriria para ti, pois viveu um sonho em mim

Um tormento que me desatinou
Um suspiro em sua voz, ouço em meu interior
A vida que desabrochou de novo enfim

Quando nos reconstruímos
Mesmo quando parecera arrancar esse afeto por medo
Reviveu, peito em estopim

Pois decerto não era para ser o fim

Autoria: Fran Romero