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• Divagações insones


Em desespero sentindo
Nas veias meu sangue parar
Um desalento que vem consumindo
Deixando-me louco a vagar

E perambulo, esqueço, quase apago
Mas dormir já não me é possível
Lá está o meu café amargo
Cheirando o sono inacessível

Acompanha a cada rígido palpitar
Dos pulsos outrora marcados
Aqui na janela venta um assoviar
Ou serão sussurros de outros não sossegados?

A insônia vem me desolar, impiedosa
Deixando-me perdido em flashes de dor
Tão destrutiva, mata-me uma magoa silenciosa
Danosa, maldosa, miragem de amor

A cada palavra escrita, vai-se meu sono
A cada minuto gasto, ganha-se o medo
Outra noite cercada de óbvio abandono
Será que vem vindo a morte mais cedo?

Inquietação cruel, mas temporária
Deslizes insanos da faixa etária
Contradiz o sono a fazer tudo perdida ilusão
E o café fumaçando sempre à mão

---

Autoria: Franciéle e Marvin Cross


(Este foi um dueto criado em parceria com o Poeta Marcos Vinícius , via Msn, foi uma experiência muito especial, foi divertido, duas mentes em uma ideia só,falando sobre o que estavamos sentindo na hora que foi escrito, o Sono =)

Comentários

  1. Muito interessante, Fran. Gostei do dueto. Parabéns aos dois!!! Que tenham um bom dia, um bom final de semana:g

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  2. Muito legal,amei seu blog!tem um selinho pra vc no meu:
    deboramarcia.blogspot.com

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  3. Belíssima poesia, muito madura, bem estruturada e com uma mensagem forte.
    Grande abraço e sucesso!

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  4. Bela abordagem sobre os sentimentos noturnos sensíveis. São eles, os mais puros de nossa alma... escreva com essa paixão transparente que você vai ver o mundo c/ deve ser visto!

    Se quiser visite o meu, flor da vida.

    beijos

    --
    David

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  5. Fran, nosso poeminha ficou mto 10 mesmo. Ficou até mais bonito no teu blog, hehehe... Espero podermos repetir a dose outra vez.
    Gostei bastante do seu comentário sobre meu novo poema, TÚMULO, lá no missaopoesia.blogspot.com
    Bjs, paz e sucesso! Deus abençoe e estarei sempre passando aqui pra conferir as novas.

    ResponderExcluir
  6. Lindo! Perfeito! Parabéns menina,você sempre consegue passar o melhor do sentimento em uma dose madura...pura poesia...

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  7. Esplêndido poema! Leve e gostoso der ler! Essa parceria deu um belo fruto! Deu até vontade de beber um café! hahaha
    Beijos,

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  8. quem dera a felicidade nao fosse um estado mais um ser...
    bjos.

    ResponderExcluir
  9. Tem um selo para você no meu blog.
    ;*

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  10. Tu vai longe guria! Quero te ver na Academia Brasileira de Letras! Teus versos beiram a perfeição - digo beiram só pra ti não te encher da onda tá?

    Um abraço!

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● Ponteiros tortos

Quantos sonhos loucos passaram por tua porta? Não viu as cores que tecem o céu, que mudou há tempos Perdemos a lucidez desde os anseios mais remotos Desde que a dúvida, calou qualquer tentativa torta
Me desnorteia respirar nesse véu de dias iguais Eu conversaria por horas dentro de mim mesma Com os mesmos traços e ainda os mesmos pedaços Embora sinto que meus anos correram demais
Voltaria para quem fui, correndo ao alento Retalhos do que bastou para amar, não seria para depois Basta de fugir do meu eu, sem contentamento! Eu e meus batimentos descompassados não somos dois 
Corremos na linha de qualquer outra perdição Entre a brandura e a loucura, sem ponteiros para seguir Na frente aos pés, aos poucos sinto a leve intuição Alguém mais despertou depois de tempos sem sentir?

Autoria: Franciéle R. Machado

• Avessos

Não sou eu há dias, ou horas Nem anteontem desde o sentido distorcido Que vaga beirando ao silêncio Linha tênue que embriaga
Não sou horizonte, nem estrada Pois parei em pontos distantes Além da lua e da noite E há dias permaneço assim intacta
E dentre tropeços, perdi os endereços Tenho casa só dentro de mim Para não dizer que sou perdida Nestas linhas vastas de insensatez
Não sei onde ficou o espelho Pois esta face não é minha Desde que me tornei ventania desfocada Que passeia sem qualquer adereço
Embora tenha no peito ideias sozinhas Que dos avessos perdem-se por aí Não sou eu, faz dias, um mês E quem sou? Linha do verso só por dizer?
Autoria: Franciéle Romero Machado

Amigos, desculpe a ausência do blog...Continuarei compartilhando cada verso com vocês!

Peito em estopim

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De embaralhar toda a nossa razão

Insano, como quem declara o que sente tão alto
E se o depois não houvesse?
Sorriria para ti, pois viveu um sonho em mim

Um tormento que me desatinou
Um suspiro em sua voz, ouço em meu interior
A vida que desabrochou de novo enfim

Quando nos reconstruímos
Mesmo quando parecera arrancar esse afeto por medo
Reviveu, peito em estopim

Pois decerto não era para ser o fim

Autoria: Fran Romero