Pular para o conteúdo principal

• Um ar contemplador



É a frieza nesse ar contemplador

Jogar a mágoa por esse abismo de dor

Demonstrar sorrisos verdadeiros

Não se restringir a olhares sorrateiros



O bálsamo caiu no momento exato

A salvação prospera sobre o machucado

E nós assim parados e abismados

Negligência a cada medo abstrato



O pedaço de cada grito ficou intacto

Parou no meio de toda a geada

O sol só surgiu com seu impacto

Por fim, risada não paralizada



Era medo, o psicológico abatido

Era a desesperança como maior bandido

Roubava a paz que tudo sobrevive

Enjaulava cada almejo que revive



E convive na minha cabeça

Pede para que eu jamais esqueça

De dor acostumei a me espairecer

Só que irá e não vai reaparecer



Atordoante e esquecida

Dor essa, a deixarei desaparecida

---

Autoria: Franciéle R.Machado




(Perdoem-me por estar meio longe do blog, problemas com conectividade, é ruim este fato...assim não consigo visitar muitos blogs,apenas quando entro, mas logo que possível tudo voltará ao normal e diariamente estarei por aqui)

Comentários

  1. Amei o blog to seguindo,sempre estarei aqui a ler comentar bjks querida.bom domingo.

    ResponderExcluir
  2. O$ Mercenario$ passou por aqui
    http://usmercenarios.blogspot.com/

    Dicas para aumentar a renda do seu blog?
    Os melhores afiliados do momento
    os segredos de como ganhar dinheiro em parceria com o mercado livre - veja no meu blog
    -
    sempre com novas dicas imperdiveis
    em destaque tv no pc ao vivo o cadastro é gratis
    e vc ganha R$ 15,00 por cada novo cadastro de afiliados espero que vc possa aproveitar nossas dicas... obrigado pela atenção um abraçõ ...

    ResponderExcluir
  3. Primeiramente agradeço por ter gostado do meu blog =)e também vejo que tua lira és carregada de inspiração ultra- romântica ou melhor dizendo, dos poetas Malditos. vejo que tu és admiradora de Álvares de Azevedo, adoro este cara.

    "De dor acostumei a me espairecer
    Só que irá e não vai reaparecer"

    belo!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Deixe aqui algumas palavras sobre o que compreendeu, a sua percepção do que leu...

Postagens mais visitadas deste blog

● Ponteiros tortos

Quantos sonhos loucos passaram por tua porta? Não viu as cores que tecem o céu, que mudou há tempos Perdemos a lucidez desde os anseios mais remotos Desde que a dúvida, calou qualquer tentativa torta
Me desnorteia respirar nesse véu de dias iguais Eu conversaria por horas dentro de mim mesma Com os mesmos traços e ainda os mesmos pedaços Embora sinto que meus anos correram demais
Voltaria para quem fui, correndo ao alento Retalhos do que bastou para amar, não seria para depois Basta de fugir do meu eu, sem contentamento! Eu e meus batimentos descompassados não somos dois 
Corremos na linha de qualquer outra perdição Entre a brandura e a loucura, sem ponteiros para seguir Na frente aos pés, aos poucos sinto a leve intuição Alguém mais despertou depois de tempos sem sentir?

Autoria: Franciéle R. Machado

• Avessos

Não sou eu há dias, ou horas Nem anteontem desde o sentido distorcido Que vaga beirando ao silêncio Linha tênue que embriaga
Não sou horizonte, nem estrada Pois parei em pontos distantes Além da lua e da noite E há dias permaneço assim intacta
E dentre tropeços, perdi os endereços Tenho casa só dentro de mim Para não dizer que sou perdida Nestas linhas vastas de insensatez
Não sei onde ficou o espelho Pois esta face não é minha Desde que me tornei ventania desfocada Que passeia sem qualquer adereço
Embora tenha no peito ideias sozinhas Que dos avessos perdem-se por aí Não sou eu, faz dias, um mês E quem sou? Linha do verso só por dizer?
Autoria: Franciéle Romero Machado

Amigos, desculpe a ausência do blog...Continuarei compartilhando cada verso com vocês!

Peito em estopim

Conversas do anoitecer
Só eu e você
Dentre olhares confortáveis

Reinvento, paisagens aleatórias de nós
O teu humor tão seguro de si
Um gosto de que algo entre nós 
Não pode fugir assim

Um salto no ar, pra quem quer tanto
Quando teus olhos me abraçam
Te percebo em cada canto
Da minha projeção mais impensável

Sei que não é pouco
Amar desperta a intenção
De embaralhar toda a nossa razão

Insano, como quem declara o que sente tão alto
E se o depois não houvesse?
Sorriria para ti, pois viveu um sonho em mim

Um tormento que me desatinou
Um suspiro em sua voz, ouço em meu interior
A vida que desabrochou de novo enfim

Quando nos reconstruímos
Mesmo quando parecera arrancar esse afeto por medo
Reviveu, peito em estopim

Pois decerto não era para ser o fim

Autoria: Fran Romero