Pular para o conteúdo principal

• Conclusões Desbotadas



Um cheiro de dias atuais
Das faces já tão desiguais
Do medo perante sinais
De que o tempo teve intervalos fatais

Quando se pensa desbotar
O que irradiava vida ao pensar
Abrem-se como nuvens chuvosas
Demonstram-se horas preciosas

Um cheiro de algo conquistado
O apreço que tanto vi rápido
Um poder de ser reerguer
Meu martírio foi demais querer

Enfim desbotou-se lento
O concluso e difuso pensamento
Outro sofrer confuso não aguento
---
Autoria: Franciéle R.Machado

Comentários

  1. A vida e seus momentos...
    O bom é que tudo passa!
    Guarde no coração o que é bom!
    Tenha um ótimo final de semana!
    Beijos

    ResponderExcluir
  2. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  3. Nossa! Maravilhoso! Eu acredito em você sem te conhecer... "O Poder dos pensamentos em palavras bem escritas e descritas, são os necessários para se ter admiração"! Adoro ler você!

    ResponderExcluir
  4. Lindo teu poema Fran... cheio de sensibilidade e maturidade. Parabéns!
    Bjos

    *Simone*

    ResponderExcluir
  5. Gostei bastante do sentimentalismo e das figuras de linguagem e comparações poéticas, uma riqueza de detalhismo e forma delicada de expressão de sensações e do que sentes,

    um cordial abraço poetisa, sempre a surpreender-me com tuas palavras.

    ResponderExcluir
  6. oii

    adorei seu blog

    tô seguindo

    segue???

    http://meuryss.blogspot.com/

    Bjim

    ResponderExcluir
  7. na vida temos hora pra tudo, pq a preparação é interna, o corpo e a alma prepara-se, e na hora certa entende...
    palavras, escritas ou ditas são poderosas, e depois de ditas não podemos apaga-las.não são como giz.e as vezes mesmo no giz fica gravado dentro dos olhos.

    adorei seu blog, entrei pra conhecê-lo e gostei, paixão a primeira vista.vou voltar...

    beijinhos amiga

    ResponderExcluir
  8. Olá, gosto dos teus textos. Desde tempo.

    De uma antiga Pseudônima. =]

    ResponderExcluir
  9. Fran querida!
    Somos feitos dessas confusões!
    Mt bom!
    Bj e linda semana

    ResponderExcluir
  10. escreves muito bem, adorei a colocações das figuras de linguagens e acima de tudo adorei a tua poesia.
    "quereres confusos!!!"

    talvez o principio de toda dor e lira que possa conter na caneta de um poeta/poetisa.

    ResponderExcluir
  11. Sempre tão perfeitos seus poemas...
    Adoro vir aqui; por isso indiquei seu blog para participar de uma TAG especial,
    quando puder passe lá e participe! Bjos;)

    ResponderExcluir
  12. Adorei o texto!
    bjs, paz e boa semana!
    http://guerradosmundosleka.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  13. "Meu martírio foi demais querer". Só esse simples versinho fala muito comigo nas atuais circunstâncias.

    Bjos pra vc!!

    ResponderExcluir
  14. Muito bom, sua poesia é madura, mesmo você sendo tão jovem, é muito profunda, vem da alma.
    Parabéns!
    Grande abraço e sucesso!

    ResponderExcluir
  15. lindo demais

    poesia que ressoa na alma
    bjos

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Deixe aqui algumas palavras sobre o que compreendeu, a sua percepção do que leu...

Postagens mais visitadas deste blog

● Ponteiros tortos

Quantos sonhos loucos passaram por tua porta? Não viu as cores que tecem o céu, que mudou há tempos Perdemos a lucidez desde os anseios mais remotos Desde que a dúvida, calou qualquer tentativa torta
Me desnorteia respirar nesse véu de dias iguais Eu conversaria por horas dentro de mim mesma Com os mesmos traços e ainda os mesmos pedaços Embora sinto que meus anos correram demais
Voltaria para quem fui, correndo ao alento Retalhos do que bastou para amar, não seria para depois Basta de fugir do meu eu, sem contentamento! Eu e meus batimentos descompassados não somos dois 
Corremos na linha de qualquer outra perdição Entre a brandura e a loucura, sem ponteiros para seguir Na frente aos pés, aos poucos sinto a leve intuição Alguém mais despertou depois de tempos sem sentir?

Autoria: Franciéle R. Machado

• Avessos

Não sou eu há dias, ou horas Nem anteontem desde o sentido distorcido Que vaga beirando ao silêncio Linha tênue que embriaga
Não sou horizonte, nem estrada Pois parei em pontos distantes Além da lua e da noite E há dias permaneço assim intacta
E dentre tropeços, perdi os endereços Tenho casa só dentro de mim Para não dizer que sou perdida Nestas linhas vastas de insensatez
Não sei onde ficou o espelho Pois esta face não é minha Desde que me tornei ventania desfocada Que passeia sem qualquer adereço
Embora tenha no peito ideias sozinhas Que dos avessos perdem-se por aí Não sou eu, faz dias, um mês E quem sou? Linha do verso só por dizer?
Autoria: Franciéle Romero Machado

Amigos, desculpe a ausência do blog...Continuarei compartilhando cada verso com vocês!

Peito em estopim

Conversas do anoitecer
Só eu e você
Dentre olhares confortáveis

Reinvento, paisagens aleatórias de nós
O teu humor tão seguro de si
Um gosto de que algo entre nós 
Não pode fugir assim

Um salto no ar, pra quem quer tanto
Quando teus olhos me abraçam
Te percebo em cada canto
Da minha projeção mais impensável

Sei que não é pouco
Amar desperta a intenção
De embaralhar toda a nossa razão

Insano, como quem declara o que sente tão alto
E se o depois não houvesse?
Sorriria para ti, pois viveu um sonho em mim

Um tormento que me desatinou
Um suspiro em sua voz, ouço em meu interior
A vida que desabrochou de novo enfim

Quando nos reconstruímos
Mesmo quando parecera arrancar esse afeto por medo
Reviveu, peito em estopim

Pois decerto não era para ser o fim

Autoria: Fran Romero