Pular para o conteúdo principal

• Meu alguém predileto



Tu reprimes meu medo
E com desespero lhe cedo
Meu timído sorriso de gratidão
Pela paz mesmo no turbilhão

Nessa suave palpitação rara
A felicidade a isso se compara
Ainda que seja novo e incerto
Você, o alguém predileto

E essas luzes fortes na face
Que quase demonstram meu disfarce
Meus olhos te olhando com carinho
O lento suspiro de quem está sozinho

Buscando esse seu ar maravilhoso
Nesse tempo pretensioso
Pois você inexplicavelmente transmite
Uma vontade de sorrir em meio a palpites
---

Autoria: Franciéle R. Machado

Comentários

  1. Que apaixonante... Se você escreve para alguém, tenho certeza que esse alguém ficara muitooo apaixonado! :D Gostei da suavidade do que li... bjos!

    ResponderExcluir
  2. Sim,há uma pessoa para quem escrevo...mas essa pessoa não leu esse nem outros poemas meus.rsrsrsrs

    Mas um dia vou mostrar a ele algum deles =)

    (Esse poema foi inscrito em dezembro, faz tempo)

    Agradeço o comentário.Estou sempre acompanhando seu blog apesar de não comentar muito...

    Beijos!

    ResponderExcluir
  3. Que bonito poema Fran, muito sentimental. Adorei!!
    Bjinhosss ;)

    ResponderExcluir
  4. Oiiiie...
    Obrigada por querer a parceria, coloquei já teu blog nos meus indicados, fiz um banner agorinha, ta lá no blog. bjs

    ResponderExcluir
  5. me apaixono pelos seus poemas
    sério
    bjão

    ResponderExcluir
  6. Olá, Franciéle!

    Frases que traduzem pensamentos
    Produzidos pelos sentimentos...
    Advindos e cadenciados por um coração,
    Palpáveis através de... "inventada percepção"!

    Parabéns!

    Um abraço!!!!!

    ResponderExcluir
  7. Olá poetisa.

    Como sempre, admiro teus versos, eis aqui um poema singelo com toda complexidade do sentimento contido em suas entrelinhas.

    ResponderExcluir
  8. O medo reprimido pode fazer desabrochar um sorriso.

    ResponderExcluir
  9. Maravilhoso, Fran. Falar de paixões ocultas, jogo de olhares, máscaras que escondem sorrisos faceiros, suspiros abobados, é algo que foi tratado de forma muito leve e gostosa nesse teu texto.
    Compartilhei!
    Beijos,
    Caio.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Deixe aqui algumas palavras sobre o que compreendeu, a sua percepção do que leu...

Postagens mais visitadas deste blog

● Ponteiros tortos

Quantos sonhos loucos passaram por tua porta? Não viu as cores que tecem o céu, que mudou há tempos Perdemos a lucidez desde os anseios mais remotos Desde que a dúvida, calou qualquer tentativa torta
Me desnorteia respirar nesse véu de dias iguais Eu conversaria por horas dentro de mim mesma Com os mesmos traços e ainda os mesmos pedaços Embora sinto que meus anos correram demais
Voltaria para quem fui, correndo ao alento Retalhos do que bastou para amar, não seria para depois Basta de fugir do meu eu, sem contentamento! Eu e meus batimentos descompassados não somos dois 
Corremos na linha de qualquer outra perdição Entre a brandura e a loucura, sem ponteiros para seguir Na frente aos pés, aos poucos sinto a leve intuição Alguém mais despertou depois de tempos sem sentir?

Autoria: Franciéle R. Machado

• Avessos

Não sou eu há dias, ou horas Nem anteontem desde o sentido distorcido Que vaga beirando ao silêncio Linha tênue que embriaga
Não sou horizonte, nem estrada Pois parei em pontos distantes Além da lua e da noite E há dias permaneço assim intacta
E dentre tropeços, perdi os endereços Tenho casa só dentro de mim Para não dizer que sou perdida Nestas linhas vastas de insensatez
Não sei onde ficou o espelho Pois esta face não é minha Desde que me tornei ventania desfocada Que passeia sem qualquer adereço
Embora tenha no peito ideias sozinhas Que dos avessos perdem-se por aí Não sou eu, faz dias, um mês E quem sou? Linha do verso só por dizer?
Autoria: Franciéle Romero Machado

Amigos, desculpe a ausência do blog...Continuarei compartilhando cada verso com vocês!

Peito em estopim

Conversas do anoitecer
Só eu e você
Dentre olhares confortáveis

Reinvento, paisagens aleatórias de nós
O teu humor tão seguro de si
Um gosto de que algo entre nós 
Não pode fugir assim

Um salto no ar, pra quem quer tanto
Quando teus olhos me abraçam
Te percebo em cada canto
Da minha projeção mais impensável

Sei que não é pouco
Amar desperta a intenção
De embaralhar toda a nossa razão

Insano, como quem declara o que sente tão alto
E se o depois não houvesse?
Sorriria para ti, pois viveu um sonho em mim

Um tormento que me desatinou
Um suspiro em sua voz, ouço em meu interior
A vida que desabrochou de novo enfim

Quando nos reconstruímos
Mesmo quando parecera arrancar esse afeto por medo
Reviveu, peito em estopim

Pois decerto não era para ser o fim

Autoria: Fran Romero