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• Sussuros daquele afeto



Os sussuros dos seus olhos falam
E a pressa que eles me calam
É de admiração e ousadia
De como é te encarar a cada dia

E defronte e imóvel ao amor
Já sussurei, mas você não escutou
Naqueles fatos transparecia esplendor
De quando um olhar meu tu aceitou

É sim de uma mágica absurda
Viu como me deixa muda?
Queria me compor a sua palpitação
Adormecer em devaneios do coração

Pois sua respiração me alivia
A sua alma me cativa
E não perguntes tamanha sintonia
O porquê de eu gostar da sua alma viva

(Eu o amo sem receio...)
(Aí vive o amor sem nenhum freio!)
---

Autoria: Franciéle R.Machado

Comentários

  1. Nossa... Que romantismo a flor da pele hein! Adorei, poesia de amor perfeita... As vezes eu fico ansioso esperando nova postagem sua... Beijos!!! "Fran você me inspira".

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  2. Oi Fran, lindo seu poema!
    Obrigada pelas suas palavras... bjinhoss ;)

    ResponderExcluir
  3. Olá, Franciéle!
    Lindo poema e importante também, uma vez que nos faz refletir que... em ações simples, parecendo sem importância, no entanto são as fontes de alimento do nosso... bem viver! Parabéns!
    Um abraço!!!!!

    ResponderExcluir
  4. Bela poesia, Franciéle. Você está se tornando uma poeta cada vez mais madura.
    Grande abraço e sucesso!

    ResponderExcluir
  5. Belíssima poesia, senti nesta uma certa intensidade diferenciada de outras poesias, gostei da liricidade apaixonada,

    um cordial abraço poetisa!!

    ResponderExcluir
  6. Olá, sou sua nova seguidora,
    Amei a poesia, bela , muito boa de se ler, versos simples...como eu gosto. Beijo da Mery.

    ResponderExcluir
  7. E admiravel que hoje em dia,ainda existão pessoas com tamanha pureza de sentimentos para consequilo expessar desta forma tão simples e tão completa.
    Meus Parabéns

    ResponderExcluir

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● Ponteiros tortos

Quantos sonhos loucos passaram por tua porta? Não viu as cores que tecem o céu, que mudou há tempos Perdemos a lucidez desde os anseios mais remotos Desde que a dúvida, calou qualquer tentativa torta
Me desnorteia respirar nesse véu de dias iguais Eu conversaria por horas dentro de mim mesma Com os mesmos traços e ainda os mesmos pedaços Embora sinto que meus anos correram demais
Voltaria para quem fui, correndo ao alento Retalhos do que bastou para amar, não seria para depois Basta de fugir do meu eu, sem contentamento! Eu e meus batimentos descompassados não somos dois 
Corremos na linha de qualquer outra perdição Entre a brandura e a loucura, sem ponteiros para seguir Na frente aos pés, aos poucos sinto a leve intuição Alguém mais despertou depois de tempos sem sentir?

Autoria: Franciéle R. Machado

• Avessos

Não sou eu há dias, ou horas Nem anteontem desde o sentido distorcido Que vaga beirando ao silêncio Linha tênue que embriaga
Não sou horizonte, nem estrada Pois parei em pontos distantes Além da lua e da noite E há dias permaneço assim intacta
E dentre tropeços, perdi os endereços Tenho casa só dentro de mim Para não dizer que sou perdida Nestas linhas vastas de insensatez
Não sei onde ficou o espelho Pois esta face não é minha Desde que me tornei ventania desfocada Que passeia sem qualquer adereço
Embora tenha no peito ideias sozinhas Que dos avessos perdem-se por aí Não sou eu, faz dias, um mês E quem sou? Linha do verso só por dizer?
Autoria: Franciéle Romero Machado

Amigos, desculpe a ausência do blog...Continuarei compartilhando cada verso com vocês!

Peito em estopim

Conversas do anoitecer
Só eu e você
Dentre olhares confortáveis

Reinvento, paisagens aleatórias de nós
O teu humor tão seguro de si
Um gosto de que algo entre nós 
Não pode fugir assim

Um salto no ar, pra quem quer tanto
Quando teus olhos me abraçam
Te percebo em cada canto
Da minha projeção mais impensável

Sei que não é pouco
Amar desperta a intenção
De embaralhar toda a nossa razão

Insano, como quem declara o que sente tão alto
E se o depois não houvesse?
Sorriria para ti, pois viveu um sonho em mim

Um tormento que me desatinou
Um suspiro em sua voz, ouço em meu interior
A vida que desabrochou de novo enfim

Quando nos reconstruímos
Mesmo quando parecera arrancar esse afeto por medo
Reviveu, peito em estopim

Pois decerto não era para ser o fim

Autoria: Fran Romero