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• Ao afeto que se foi


Já não sussurava em minha alma
E na agitação eu sentia a brisa calma
Estarei sozinha conversando com meu eu
Acabarei percebendo que me tornei só museu

Não há mais sentimento verdadeiro!
São apenas alegres e sútis memórias
Quem sabe o afeto que foi banido do roteiro
Para que eu tenha reais glórias

A minha ilusão em seu estopim
Tudo que é superficial tem de ter um fim
Metades, meios termos não me adianta
Enganosos olhares, isso hoje me espanta!

---Fran.Machado

Comentários

  1. OI FRAN!
    LEGAL TERES IDO ME VISITAR.
    QUANDO UM AMOR SE ACABA, A SENSAÇÃO É ESTA MESMO, ESTAR-SE A FALAR SOZINHA,MAS, PELA LEI MAIOR DA NATUREZA HUMANA, SEMPRE HÁ QUE SE RECOMEÇAR.
    VOLTE SEMPRE, TAMBÉM AQUI ESTAREI.
    ABRÇS

    http://zilanicelia.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  2. tudo que é superficial tem que ter um fim
    mas oq ue é profundo acaba tbm falei disso hj noi blog bjus

    ResponderExcluir
  3. OI FRAN!
    SÓ PARA TE DAR BOA NOITE...
    ABRÇS

    Zilanicelia.blogspot.com
    Click AQUI

    ResponderExcluir
  4. Olá!!! muito primoroso o teu blog, simplesmente adorei teus poemas são agradáveis de se ler, já estou lhe seguindo. escrevo alguns versos e te convido a dar uma passadinha lá: http://joselito-expressoesdaalma.blogspot.com, se gostar segue lá... ficarei feliz com sua visita!!! Abraços e Parabéns pelo primoroso espaço!

    ResponderExcluir
  5. Mais uma bela pérola, Fran!
    Suas poesias entram pelos poros da alma.
    Grande abraço e sucesso!

    ResponderExcluir
  6. Teu blog é lindo, parabéns!

    Vem conhecer o meu:
    leiakarine.blogspot.com

    ResponderExcluir

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● Ponteiros tortos

Quantos sonhos loucos passaram por tua porta? Não viu as cores que tecem o céu, que mudou há tempos Perdemos a lucidez desde os anseios mais remotos Desde que a dúvida, calou qualquer tentativa torta
Me desnorteia respirar nesse véu de dias iguais Eu conversaria por horas dentro de mim mesma Com os mesmos traços e ainda os mesmos pedaços Embora sinto que meus anos correram demais
Voltaria para quem fui, correndo ao alento Retalhos do que bastou para amar, não seria para depois Basta de fugir do meu eu, sem contentamento! Eu e meus batimentos descompassados não somos dois 
Corremos na linha de qualquer outra perdição Entre a brandura e a loucura, sem ponteiros para seguir Na frente aos pés, aos poucos sinto a leve intuição Alguém mais despertou depois de tempos sem sentir?

Autoria: Franciéle R. Machado

• Avessos

Não sou eu há dias, ou horas Nem anteontem desde o sentido distorcido Que vaga beirando ao silêncio Linha tênue que embriaga
Não sou horizonte, nem estrada Pois parei em pontos distantes Além da lua e da noite E há dias permaneço assim intacta
E dentre tropeços, perdi os endereços Tenho casa só dentro de mim Para não dizer que sou perdida Nestas linhas vastas de insensatez
Não sei onde ficou o espelho Pois esta face não é minha Desde que me tornei ventania desfocada Que passeia sem qualquer adereço
Embora tenha no peito ideias sozinhas Que dos avessos perdem-se por aí Não sou eu, faz dias, um mês E quem sou? Linha do verso só por dizer?
Autoria: Franciéle Romero Machado

Amigos, desculpe a ausência do blog...Continuarei compartilhando cada verso com vocês!

Peito em estopim

Conversas do anoitecer
Só eu e você
Dentre olhares confortáveis

Reinvento, paisagens aleatórias de nós
O teu humor tão seguro de si
Um gosto de que algo entre nós 
Não pode fugir assim

Um salto no ar, pra quem quer tanto
Quando teus olhos me abraçam
Te percebo em cada canto
Da minha projeção mais impensável

Sei que não é pouco
Amar desperta a intenção
De embaralhar toda a nossa razão

Insano, como quem declara o que sente tão alto
E se o depois não houvesse?
Sorriria para ti, pois viveu um sonho em mim

Um tormento que me desatinou
Um suspiro em sua voz, ouço em meu interior
A vida que desabrochou de novo enfim

Quando nos reconstruímos
Mesmo quando parecera arrancar esse afeto por medo
Reviveu, peito em estopim

Pois decerto não era para ser o fim

Autoria: Fran Romero