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• Sobre o tempo



Sobre o tempo neste momento
Voaram as palavras de minha língua
Cansadas de estar a míngua
No aguardo de qualquer acalento

Eis que caio para admirar
O que construí sem derrubar?
Sem ocasionar os maiores estragos
O que ousei em tempos vagos?


Sobre fatos do tempo enredado
Não serve em mim tamanha grandiosidade
Alguém dividiria comigo então a saudade
Mas ninguém entende do que é intocado

Sobre o tempo escondem-se lugares
Os favoritos olhares
Que eu sinto falta em receber
Onde apenas eu posso ver

---Fran.Machado

Comentários

  1. Lindo poema!
    O tempo é algo que me fascina!
    um bj

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  2. Oi amiga, preciosa poesia, amei seus versos!
    Bjinhoss XD

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Agradeço por sempre vir aqui ler o que escrevo. Também acompanho sempre seu blog ^^
      Bjos!

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  3. Qual a graça de ver o tempo passar sem um motivo, sem alguém, sem sentir...

    Muito intenso seu poema, adorei!

    xD

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    Respostas
    1. É mesmo, assim o tempo parece ser algo nulo, sem sentido mesmo!
      ^^

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  4. Gostei daqui
    to seguindo :D
    Se gostar segue tbm:
    http://enredodeideias.blogspot.com/
    Beeijos

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  5. A guitarrista bem disposta, sem reservas, solapa o tempo em sua derradeira malha de sentires...
    "Sós sem rimas, nem pra quem
    Lares tortos destelhados, Baby

    Lugar não há dentro de ti
    Um escuro e dor veste o dia"
    (Quatro Tempos ou Canção Alegórica da Dor)

    In http://bestiariovirtual.blogspot.com/2012/02/quatro-tempos-ou-cancao-alegorica-da.html

    Um braço cordial!

    ResponderExcluir
  6. Respostas
    1. Valeu ^^
      Comentei e estou seguindo um blog seu ;)

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  7. Já disse que sou sua fã? Já? mas, não custa dizer de novo:
    - Sou sua fã Fran, mandou muito bem.

    Beijos ♥

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não me recordo, mas obrigado!rsrsr
      Acho maravilhoso o seu blog, eu sempre dou uma visitada por lá =D
      Acho que também sou sua fã ;)

      Excluir
  8. Olá, passei por aqui e gostei muito de tudo o que eu li, seu blog é original :) Também escrevo, meu blog é este aqui : http://wglacerda.blogspot.com/
    Apareça por lá quando puder!
    Até mais, abraço

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu fui conhecer seu blog e adorei os versos nele escritos.Ótimo poemas! ^^

      Excluir
  9. OI FRAN!
    SOU A GAÚCHA DO TWITTER,QUE SÓ HOJE VIU TEU RECADINHO LÁ, MAS SEI QUE VAIS ME DESCULPAR, PORQUE PELO QUE ESTOU VENDO NÃO VENS MUITO AO
    BLOG E EU NÃO VOU MUITO AO TWITTER,MAS NO BLOG ESTOU SEMPRE, ENTÃO VIREI SEMPRE AQUI PARA TE LER.
    TEU TEXTO É LINDO,MUITO CONSISTENTE, "TRI LEGAL".
    ABRÇS
    http://zilanicelia.blogspot.com/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Agradeço a visita...antes tarde do que nunca ;)
      Que bom que gostou e volte sempre! ^^

      Abraço!

      Excluir

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● Ponteiros tortos

Quantos sonhos loucos passaram por tua porta? Não viu as cores que tecem o céu, que mudou há tempos Perdemos a lucidez desde os anseios mais remotos Desde que a dúvida, calou qualquer tentativa torta
Me desnorteia respirar nesse véu de dias iguais Eu conversaria por horas dentro de mim mesma Com os mesmos traços e ainda os mesmos pedaços Embora sinto que meus anos correram demais
Voltaria para quem fui, correndo ao alento Retalhos do que bastou para amar, não seria para depois Basta de fugir do meu eu, sem contentamento! Eu e meus batimentos descompassados não somos dois 
Corremos na linha de qualquer outra perdição Entre a brandura e a loucura, sem ponteiros para seguir Na frente aos pés, aos poucos sinto a leve intuição Alguém mais despertou depois de tempos sem sentir?

Autoria: Franciéle R. Machado

• Avessos

Não sou eu há dias, ou horas Nem anteontem desde o sentido distorcido Que vaga beirando ao silêncio Linha tênue que embriaga
Não sou horizonte, nem estrada Pois parei em pontos distantes Além da lua e da noite E há dias permaneço assim intacta
E dentre tropeços, perdi os endereços Tenho casa só dentro de mim Para não dizer que sou perdida Nestas linhas vastas de insensatez
Não sei onde ficou o espelho Pois esta face não é minha Desde que me tornei ventania desfocada Que passeia sem qualquer adereço
Embora tenha no peito ideias sozinhas Que dos avessos perdem-se por aí Não sou eu, faz dias, um mês E quem sou? Linha do verso só por dizer?
Autoria: Franciéle Romero Machado

Amigos, desculpe a ausência do blog...Continuarei compartilhando cada verso com vocês!

Peito em estopim

Conversas do anoitecer
Só eu e você
Dentre olhares confortáveis

Reinvento, paisagens aleatórias de nós
O teu humor tão seguro de si
Um gosto de que algo entre nós 
Não pode fugir assim

Um salto no ar, pra quem quer tanto
Quando teus olhos me abraçam
Te percebo em cada canto
Da minha projeção mais impensável

Sei que não é pouco
Amar desperta a intenção
De embaralhar toda a nossa razão

Insano, como quem declara o que sente tão alto
E se o depois não houvesse?
Sorriria para ti, pois viveu um sonho em mim

Um tormento que me desatinou
Um suspiro em sua voz, ouço em meu interior
A vida que desabrochou de novo enfim

Quando nos reconstruímos
Mesmo quando parecera arrancar esse afeto por medo
Reviveu, peito em estopim

Pois decerto não era para ser o fim

Autoria: Fran Romero