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• Buscas contínuas



Poeiras, folhas evaporando-se assim
Nesse ar quase de inverno
Sinto que nunca será o fim
De cada toque de lembrança nesse dia moderno

A aspereza da pressa com que vão
Exalando pedidos nus e sem coragem
O espairecer é uma breve distração
Que nem sempre embarca na viagem

Ora, ora...frutas meio adocicadas
Acabam por surgir no meu quintal
Notícias jamais reveladas
Entorpeceram meu bruto humor casual

Sim, desculpas contra os ecos dos muros
Em seus sussuros de verdades
E surgiram esperanças nos escuros
Depois de a consciência buscar por liberdade!

---Fran.Machado

Comentários

  1. Combinar palavras é dar sentido ao nada.
    GK

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  2. vc é ótima, poetisa linda!

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  3. Que poesia linda Fran... vc é maravilhosa como poetisa. Parabéns!
    Bjinhos no ♥

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  4. Olá, muito lindo, parabens *-*
    Sou a dona do blog ' Meu mundo loove', e vim avisar que mudei a URL, e agora ele se chama Maybe i smiled - http://maybe-i-smiled.blogspot.com.br . E pedir para que visite o Dicionário feminino - http://dicionario-feminino.blogspot.com.br/ .
    Tenha uma ótima quinta, beijos :*

    ResponderExcluir
  5. Oi, Franciéle!

    O Nina & Suas Letras em parceria com a Editora Arqueiro está sorteando um exemplar do livro “A linguagem das flores”, da escritora Vanessa Diffenbaugh.

    Para participar siga três passos:

    1. Curta a nossa página (https://www.facebook.com/NinaeSuasLetras) e a página da Editora Arqueiro (http://facebook.com/Editora.Arqueiro) no facebook;
    2. Compartilhe publicamente no facebook o post com as infomações do sorteio (https://www.facebook.com/photo.php?fbid=456268944383451&set=a.456268937716785.108952.454407267902952&type=1&theater)
    3. Clique no link https://www.facebook.com/NinaeSuasLetras/app_154246121296652 para confirmar a sua participação.

    O sorteio ocorrerá dia 25/06/2012 (segunda-feira), às 21h.

    DIVULGUE PARA OS AMIGOS LEITORES!

    Um abraço,
    Nina

    ResponderExcluir
  6. Olá,
    A consciência busca por liberdade... e o coração deseja aprisionar-se... mistério de amor...
    Seja abençoada e feliz!!!
    Bjs de paz

    ResponderExcluir
  7. muito bom..adorei o blog e estou a seguir ^^'

    Te convido a conheceu o meu cantinho e seu gostar, segue lá tbm: http://belezaeatragedia.blogspot.com.br/

    voltarei aqui mais vezes, bjos..

    ResponderExcluir
  8. Vim aqui deixar um presente pra vc,
    meu selinho em comemoração aos 500 seguidores do blog.

    Espero que goste e leve-o!

    Beijos meus...
    segue o link do meu carinho a vc:
    http://momentosdapathy.blogspot.com.br/2012/07/meu-muito-obrigada.html

    "Que seja doce..."

    ResponderExcluir
  9. pegue o poema abaixo e crie uma balda no violao
    adorei fran
    e apareça mais no blog

    ResponderExcluir

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● Ponteiros tortos

Quantos sonhos loucos passaram por tua porta? Não viu as cores que tecem o céu, que mudou há tempos Perdemos a lucidez desde os anseios mais remotos Desde que a dúvida, calou qualquer tentativa torta
Me desnorteia respirar nesse véu de dias iguais Eu conversaria por horas dentro de mim mesma Com os mesmos traços e ainda os mesmos pedaços Embora sinto que meus anos correram demais
Voltaria para quem fui, correndo ao alento Retalhos do que bastou para amar, não seria para depois Basta de fugir do meu eu, sem contentamento! Eu e meus batimentos descompassados não somos dois 
Corremos na linha de qualquer outra perdição Entre a brandura e a loucura, sem ponteiros para seguir Na frente aos pés, aos poucos sinto a leve intuição Alguém mais despertou depois de tempos sem sentir?

Autoria: Franciéle R. Machado

• Avessos

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Não sou horizonte, nem estrada Pois parei em pontos distantes Além da lua e da noite E há dias permaneço assim intacta
E dentre tropeços, perdi os endereços Tenho casa só dentro de mim Para não dizer que sou perdida Nestas linhas vastas de insensatez
Não sei onde ficou o espelho Pois esta face não é minha Desde que me tornei ventania desfocada Que passeia sem qualquer adereço
Embora tenha no peito ideias sozinhas Que dos avessos perdem-se por aí Não sou eu, faz dias, um mês E quem sou? Linha do verso só por dizer?
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Peito em estopim

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Da minha projeção mais impensável

Sei que não é pouco
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De embaralhar toda a nossa razão

Insano, como quem declara o que sente tão alto
E se o depois não houvesse?
Sorriria para ti, pois viveu um sonho em mim

Um tormento que me desatinou
Um suspiro em sua voz, ouço em meu interior
A vida que desabrochou de novo enfim

Quando nos reconstruímos
Mesmo quando parecera arrancar esse afeto por medo
Reviveu, peito em estopim

Pois decerto não era para ser o fim

Autoria: Fran Romero