Pular para o conteúdo principal

• Esses caminhos da candura

Aqui tão perto te ter me faz
Ter o receio que jamais senti transparecer
Só parece outro sonho de quem não tem pés no chão
Segue os caminhos da candura enquanto toca tua mão

Essa melodia se espalhando por esse anoitecer
Te senti tão perto de sufocar minha maledicências
A dizer coisas e em seu olhar querer
A liberdade em compartilhar nossas vivências

Propor do amor jamais se esconder
Mesmo que o incerto, o tempo incerto o depois não prever


--- Fran.Machado

Comentários

  1. Sensibilidade pura. Adorei!
    Bjinhos amiga XD

    ResponderExcluir
  2. Sabe, é muito bom, saber que alguém, "voce" têm essa leveza, capaz de transformar encontros e desencontros do amor, uma suave e serena melodia.

    Amei, boa tarde Fran (:

    ResponderExcluir
  3. Franciéle minha amiga, obrigada pelos comentários, eu gostei muito. Fico feliz que goste do que eu escrevo. Ando meio sem inspiração. Mas logo vai passar rs

    Beijos no ♥

    ResponderExcluir
  4. Ainnn...Lindo! Fran, como sempre mantendo a doçura nas suas poesias :) Vc utiliza palavras únicas ♥

    ResponderExcluir
  5. Olá Fran!
    Rimas escritas com maestria, belíssima obra, com seu toque criativo!
    Grande abraço, sucesso e grato pela visita!

    ResponderExcluir
  6. Com pouca idade tem um dom maravilhoso.
    Sensibilidade pura menininha, parabéns.
    Passando pra lhe conhecer e fiquei encantada com a poesia e imagem das margaridas... Meu blog tem muitas margaridas, venha sentir o cheiro delas e aproveite para ler meu post SER FELIZ...
    Tenha um lindo final de semana.彡✿✿⊱╮彡✿✿⊱╮彡✿✿⊱╮
    彡✿✿⊱╮彡✿✿⊱╮彡✿✿⊱╮beijinhos彡✿✿⊱╮彡✿✿⊱╮彡✿✿⊱╮
    Lucinha

    ResponderExcluir
  7. Love reading your beautiful poems and love your blog. So glad to be following. Great if you would follow back, thanks :) xoxo

    ResponderExcluir
  8. Tão triste nasceu hoje o Verão
    Tão agreste sopra este colérico vento
    Tão molhada está esta verde terra
    Tão cinza está um coração em desalento

    Mentem os que disserem que perdi a Lua
    Os que profetizaram o meu futuro de luz
    Mentem os que acharam que não me visto de sentimento
    Os que acham que apenas a mentira seduz

    Acolhi no olhar todas as coléricas vagas que alcancei
    Abracei uma roseira e senti o golpe dos espinhos
    Senti o aroma errante das hortênsias
    Numa viagem por sete caminh

    Bom fim de semana

    Doce beijo

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Deixe aqui algumas palavras sobre o que compreendeu, a sua percepção do que leu...

Postagens mais visitadas deste blog

● Ponteiros tortos

Quantos sonhos loucos passaram por tua porta? Não viu as cores que tecem o céu, que mudou há tempos Perdemos a lucidez desde os anseios mais remotos Desde que a dúvida, calou qualquer tentativa torta
Me desnorteia respirar nesse véu de dias iguais Eu conversaria por horas dentro de mim mesma Com os mesmos traços e ainda os mesmos pedaços Embora sinto que meus anos correram demais
Voltaria para quem fui, correndo ao alento Retalhos do que bastou para amar, não seria para depois Basta de fugir do meu eu, sem contentamento! Eu e meus batimentos descompassados não somos dois 
Corremos na linha de qualquer outra perdição Entre a brandura e a loucura, sem ponteiros para seguir Na frente aos pés, aos poucos sinto a leve intuição Alguém mais despertou depois de tempos sem sentir?

Autoria: Franciéle R. Machado

• Avessos

Não sou eu há dias, ou horas Nem anteontem desde o sentido distorcido Que vaga beirando ao silêncio Linha tênue que embriaga
Não sou horizonte, nem estrada Pois parei em pontos distantes Além da lua e da noite E há dias permaneço assim intacta
E dentre tropeços, perdi os endereços Tenho casa só dentro de mim Para não dizer que sou perdida Nestas linhas vastas de insensatez
Não sei onde ficou o espelho Pois esta face não é minha Desde que me tornei ventania desfocada Que passeia sem qualquer adereço
Embora tenha no peito ideias sozinhas Que dos avessos perdem-se por aí Não sou eu, faz dias, um mês E quem sou? Linha do verso só por dizer?
Autoria: Franciéle Romero Machado

Amigos, desculpe a ausência do blog...Continuarei compartilhando cada verso com vocês!

Peito em estopim

Conversas do anoitecer
Só eu e você
Dentre olhares confortáveis

Reinvento, paisagens aleatórias de nós
O teu humor tão seguro de si
Um gosto de que algo entre nós 
Não pode fugir assim

Um salto no ar, pra quem quer tanto
Quando teus olhos me abraçam
Te percebo em cada canto
Da minha projeção mais impensável

Sei que não é pouco
Amar desperta a intenção
De embaralhar toda a nossa razão

Insano, como quem declara o que sente tão alto
E se o depois não houvesse?
Sorriria para ti, pois viveu um sonho em mim

Um tormento que me desatinou
Um suspiro em sua voz, ouço em meu interior
A vida que desabrochou de novo enfim

Quando nos reconstruímos
Mesmo quando parecera arrancar esse afeto por medo
Reviveu, peito em estopim

Pois decerto não era para ser o fim

Autoria: Fran Romero