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As paredes não choram mais
E o nada dos palpites vaga quase pairando
Sentir o gosto da felicidade e tê-la
Não precisar comprá-la em mercados baratos

A postura tenaz
De não achar, mas achando
Quando tinha medo de não mais vê-la
Conseguia senti-la no passo a frente em meus sapatos

Parece o amanhecer ansioso de um olhar
A compra de um livro novo e preferido
O saldo bancário não é importante e profundo
Como a delicadeza de poder sorrir

Podem até rir, mas vão me encontrar
No meio da quadra depois do dia corrido
Em meu interior mundo
Guardando em mim, aguardando o que há de vir

Autoria: Franciéle R.Machado

Comentários

  1. Tener esa Felicidad que sale a raudales de nuestro interior por los pequeños detalles, sin falta de imponerse metas para conseguirla ni buscarla.
    Preciosos Versos.
    ¡¡¡Gracias por ser mi Seguidora!!!
    Abraços.

    ResponderExcluir
  2. Avez-vous traduit vous-même quelques poèmes en français ? Je serais curieux de les lire.

    ResponderExcluir
  3. Linda obra, Fran!
    Principalmente a passagem: "O saldo bancário não é importante e profundo como a delicadeza de poder sorrir".
    Muitos capitalistas desenfreados deveriam ler e refletir sobre as palavras delicadas e fortes dessa nova obra prima.
    Grande abraço, continue nos presenteando com tamanhas maravilhas e grato pela visita.

    ResponderExcluir

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● Ponteiros tortos

Quantos sonhos loucos passaram por tua porta? Não viu as cores que tecem o céu, que mudou há tempos Perdemos a lucidez desde os anseios mais remotos Desde que a dúvida, calou qualquer tentativa torta
Me desnorteia respirar nesse véu de dias iguais Eu conversaria por horas dentro de mim mesma Com os mesmos traços e ainda os mesmos pedaços Embora sinto que meus anos correram demais
Voltaria para quem fui, correndo ao alento Retalhos do que bastou para amar, não seria para depois Basta de fugir do meu eu, sem contentamento! Eu e meus batimentos descompassados não somos dois 
Corremos na linha de qualquer outra perdição Entre a brandura e a loucura, sem ponteiros para seguir Na frente aos pés, aos poucos sinto a leve intuição Alguém mais despertou depois de tempos sem sentir?

Autoria: Franciéle R. Machado

• Avessos

Não sou eu há dias, ou horas Nem anteontem desde o sentido distorcido Que vaga beirando ao silêncio Linha tênue que embriaga
Não sou horizonte, nem estrada Pois parei em pontos distantes Além da lua e da noite E há dias permaneço assim intacta
E dentre tropeços, perdi os endereços Tenho casa só dentro de mim Para não dizer que sou perdida Nestas linhas vastas de insensatez
Não sei onde ficou o espelho Pois esta face não é minha Desde que me tornei ventania desfocada Que passeia sem qualquer adereço
Embora tenha no peito ideias sozinhas Que dos avessos perdem-se por aí Não sou eu, faz dias, um mês E quem sou? Linha do verso só por dizer?
Autoria: Franciéle Romero Machado

Amigos, desculpe a ausência do blog...Continuarei compartilhando cada verso com vocês!

Peito em estopim

Conversas do anoitecer
Só eu e você
Dentre olhares confortáveis

Reinvento, paisagens aleatórias de nós
O teu humor tão seguro de si
Um gosto de que algo entre nós 
Não pode fugir assim

Um salto no ar, pra quem quer tanto
Quando teus olhos me abraçam
Te percebo em cada canto
Da minha projeção mais impensável

Sei que não é pouco
Amar desperta a intenção
De embaralhar toda a nossa razão

Insano, como quem declara o que sente tão alto
E se o depois não houvesse?
Sorriria para ti, pois viveu um sonho em mim

Um tormento que me desatinou
Um suspiro em sua voz, ouço em meu interior
A vida que desabrochou de novo enfim

Quando nos reconstruímos
Mesmo quando parecera arrancar esse afeto por medo
Reviveu, peito em estopim

Pois decerto não era para ser o fim

Autoria: Fran Romero