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• Sobre ser tão só


E quero ser tão só
Mas preciso de uma mão para me apoiar

E retornando ao pó
Dessas palavras soltas a vagar

São ideias que formam montanhas tão altas
Beirando a viver na loucura mais sensata

A nitidez de antes não faz muita falta
Só é complicado entender a natureza nada intacta

Que nos fez amornar e não entender
Só quero me ouvir sem importar a coerência

E se eu nunca quiser ser mesmo só e não saber?
Será um deleite dos inimigos rindo desta experiência

E aqui dentro de mim converso
-
Por horas e horas, com coração de incertezas imerso.

Autoria: Franciéle R.Machado


Comentários

  1. Belo texto.Vivemos num mar incertezas, mas a resposta sempre acaba sendo a mais simples.

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  2. ''Beirando a viver na loucura mais sensata''

    Resumiu meus dias, como minha vida tem sido.

    Obrigada pela visita, e pelo comentário.
    Quando tu observou meu poema e disse se tratar de algo que parece sempre faltar, tens toda a razão. É triste né, mas é isso.
    Gostei bastante daqui.

    ResponderExcluir
  3. Olá Fran, mais uma bela obra que leio aqui. Reflexiva, poética, complexa, muito rica!
    Grande abraço, sucesso e ótima semana!

    ResponderExcluir
  4. Hoje eu sorri por um segundo
    Pensando em te amar em meu mundo
    Quero te perder em meus braços
    Viver de seus abraços
    Pois a mão que toca meu peito
    É aquela que quando deito, sonho segurar
    Me sinto ausente contudo estou perto
    Perto de enlouquecer de amores
    E agora que desperto
    Te chamo para acalmar minhas dores

    ResponderExcluir
  5. Meu amor, achei uma excelente obra, percebo seu toque de sensibilidade e seus sentimentos nesta escrita, sinto falta de ouvir você dizendo que tem poesias novas, infelizmente sei que o tempo é escasso contudo, anseio por novas postagens. Beijos!!!

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● Ponteiros tortos

Quantos sonhos loucos passaram por tua porta? Não viu as cores que tecem o céu, que mudou há tempos Perdemos a lucidez desde os anseios mais remotos Desde que a dúvida, calou qualquer tentativa torta
Me desnorteia respirar nesse véu de dias iguais Eu conversaria por horas dentro de mim mesma Com os mesmos traços e ainda os mesmos pedaços Embora sinto que meus anos correram demais
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Corremos na linha de qualquer outra perdição Entre a brandura e a loucura, sem ponteiros para seguir Na frente aos pés, aos poucos sinto a leve intuição Alguém mais despertou depois de tempos sem sentir?

Autoria: Franciéle R. Machado

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Não sou horizonte, nem estrada Pois parei em pontos distantes Além da lua e da noite E há dias permaneço assim intacta
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Não sei onde ficou o espelho Pois esta face não é minha Desde que me tornei ventania desfocada Que passeia sem qualquer adereço
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Autoria: Franciéle Romero Machado

Amigos, desculpe a ausência do blog...Continuarei compartilhando cada verso com vocês!

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E se o depois não houvesse?
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Autoria: Fran Romero