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• Contradição noturna


Engraçado a noite ser um veludo
Tão macia e contagiante
Mas em horas como um felpudo
Na reticência da amargura pulsante...

Autoria: Franciéle.R.Machado

Comentários

  1. Devo dizer-lhe que estes versos, por mais simples e curtos que sejam, apresentam significado tão intenso e profundo.

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  2. Que bela obra, Fran! Escreveu tanto em poucas frases, gosto muito de suas obras, você é uma garota iluminada, mantenha essa chama e nunca abra mão desse talento!
    Grande abraço, sucesso, grato pela visita, deixei uma nova obra em meu blog!

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  3. Olá, bela e inteligente poeta dos Pampas, Franciéle!!!!
    Bom dia!!!!
    Parabéns!!!! Com esses versos aqui ,você consegue pintar um quadro com uma dinâmica imagem mental, mais interessante do que as mais de mil palavras cativantes e/ou provocantes na pintura estática mais famosa do Leonardo Da Vinci!!!! BRAVOS!!!!
    Um abraço!!!!! ,

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  4. Bah Guria.
    Quem disse que versos curtos não são significativos?
    Muito bonito e expressivo e combinou bem com a foto.

    Histórias, estórias e outras polêmicas

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  5. Dei uma olhadinha geral, olha fiquei impressionado menina. Muito bom seus textos. Gostei.

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  6. Curtos e intensos versos...a noite é mesmo assim...as vezes uma maciez que machuca...
    Obrigada pela vsita.

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  7. Curtos e intensos versos...a noite é mesmo assim...as vezes uma maciez que machuca...
    Obrigada pela vsita.

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  8. Bela poesia, meus parabéns. Sucesso.

    Arthur Claro
    http://www.arthur-claro.blogspot.com

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  9. Seu blog é encantador, estive a ver e ler algumas coisas, não li muito, porque espero voltar mais algumas vezes,mas deu para ver a sua dedicação e sempre a prendemos ao ler blogs como o seu. Se me der a honra de visitar e ler algumas coisas no Peregrino e servo ficarei radiante, e se desejar deixe um comentário. Abraço fraterno.António.

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● Ponteiros tortos

Quantos sonhos loucos passaram por tua porta? Não viu as cores que tecem o céu, que mudou há tempos Perdemos a lucidez desde os anseios mais remotos Desde que a dúvida, calou qualquer tentativa torta
Me desnorteia respirar nesse véu de dias iguais Eu conversaria por horas dentro de mim mesma Com os mesmos traços e ainda os mesmos pedaços Embora sinto que meus anos correram demais
Voltaria para quem fui, correndo ao alento Retalhos do que bastou para amar, não seria para depois Basta de fugir do meu eu, sem contentamento! Eu e meus batimentos descompassados não somos dois 
Corremos na linha de qualquer outra perdição Entre a brandura e a loucura, sem ponteiros para seguir Na frente aos pés, aos poucos sinto a leve intuição Alguém mais despertou depois de tempos sem sentir?

Autoria: Franciéle R. Machado

• Avessos

Não sou eu há dias, ou horas Nem anteontem desde o sentido distorcido Que vaga beirando ao silêncio Linha tênue que embriaga
Não sou horizonte, nem estrada Pois parei em pontos distantes Além da lua e da noite E há dias permaneço assim intacta
E dentre tropeços, perdi os endereços Tenho casa só dentro de mim Para não dizer que sou perdida Nestas linhas vastas de insensatez
Não sei onde ficou o espelho Pois esta face não é minha Desde que me tornei ventania desfocada Que passeia sem qualquer adereço
Embora tenha no peito ideias sozinhas Que dos avessos perdem-se por aí Não sou eu, faz dias, um mês E quem sou? Linha do verso só por dizer?
Autoria: Franciéle Romero Machado

Amigos, desculpe a ausência do blog...Continuarei compartilhando cada verso com vocês!

Peito em estopim

Conversas do anoitecer
Só eu e você
Dentre olhares confortáveis

Reinvento, paisagens aleatórias de nós
O teu humor tão seguro de si
Um gosto de que algo entre nós 
Não pode fugir assim

Um salto no ar, pra quem quer tanto
Quando teus olhos me abraçam
Te percebo em cada canto
Da minha projeção mais impensável

Sei que não é pouco
Amar desperta a intenção
De embaralhar toda a nossa razão

Insano, como quem declara o que sente tão alto
E se o depois não houvesse?
Sorriria para ti, pois viveu um sonho em mim

Um tormento que me desatinou
Um suspiro em sua voz, ouço em meu interior
A vida que desabrochou de novo enfim

Quando nos reconstruímos
Mesmo quando parecera arrancar esse afeto por medo
Reviveu, peito em estopim

Pois decerto não era para ser o fim

Autoria: Fran Romero