Pular para o conteúdo principal

Contato-Links

 Aqui estão alguns links para contato e para saberem mais sobre mim:











Postagens mais visitadas deste blog

● Ponteiros tortos

Quantos sonhos loucos passaram por tua porta? Não viu as cores que tecem o céu, que mudou há tempos Perdemos a lucidez desde os anseios mais remotos Desde que a dúvida, calou qualquer tentativa torta
Me desnorteia respirar nesse véu de dias iguais Eu conversaria por horas dentro de mim mesma Com os mesmos traços e ainda os mesmos pedaços Embora sinto que meus anos correram demais
Voltaria para quem fui, correndo ao alento Retalhos do que bastou para amar, não seria para depois Basta de fugir do meu eu, sem contentamento! Eu e meus batimentos descompassados não somos dois 
Corremos na linha de qualquer outra perdição Entre a brandura e a loucura, sem ponteiros para seguir Na frente aos pés, aos poucos sinto a leve intuição Alguém mais despertou depois de tempos sem sentir?

Autoria: Franciéle R. Machado

• Avessos

Não sou eu há dias, ou horas Nem anteontem desde o sentido distorcido Que vaga beirando ao silêncio Linha tênue que embriaga
Não sou horizonte, nem estrada Pois parei em pontos distantes Além da lua e da noite E há dias permaneço assim intacta
E dentre tropeços, perdi os endereços Tenho casa só dentro de mim Para não dizer que sou perdida Nestas linhas vastas de insensatez
Não sei onde ficou o espelho Pois esta face não é minha Desde que me tornei ventania desfocada Que passeia sem qualquer adereço
Embora tenha no peito ideias sozinhas Que dos avessos perdem-se por aí Não sou eu, faz dias, um mês E quem sou? Linha do verso só por dizer?
Autoria: Franciéle Romero Machado

Amigos, desculpe a ausência do blog...Continuarei compartilhando cada verso com vocês!

• Fria e magoada

Esse vento gélido para meus ossos Deste nublado céu de quatro e pouco da tarde Sinto como se flutuasse dentro de mim
Isso parece ser ideal para os dias nossos E sem gritar, sem qualquer alarde Não temeria hoje qualquer dia assim
Antes um devaneio assim não quisera Pois tinha medo do que os loucos diriam Do frio e sua leve brisa fria e magoada
Dessa suave sensação na pele, como pudera É só uma infâmia que repudiam! Essa brisa sobre a face, perfeita e desbotada
Só por este instante Quisera cair e recair neste devaneio
Infinitamente, visceralmente
Autoria: Franciéle R.Machado