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26 de março de 2020

● Inquietude vital

março 26, 2020 2 Comments

Os dias que jamais imaginei, a cortina da realidade nos separa
E a rotina flui leve, incerta e incontida
Parados no mesmo lugar, saudade apertada

E como a vida da forma que era...coisa rara!
O mundo parou para ver, existência de outra forma esculpida
Nossa liberdade tornou-se uma questão conturbada

Como queria correr pelas ruas, hoje tão vazias
Abraçar meus amigos, sentir o calor humano
Ouvir nossas vozes misturadas num dia fresco de outono

A multidão e suas faces não tão frias
A cor que emana de cada sorriso, aonde foram nossos planos?
O dia em que tudo mudou, nosso destino sem contorno

(Quando vimos que para fatos, não há retorno
Ou via que seja segura para percorrer)

Aprendemos a desabrochar em nosso interior rarefeito
Na quietude amar as pessoas, mesmo longe do olhar
E na esperança, fazer o passatempo mais habitual

Essas cores no céu, a espera que tudo volte a ser inteiro
Que possamos sem medo livres respirar, nos abraçar
E que a vida seja simples, seja de volta a nossa inquietude vital

Autora: Franciéle Romero Machado
Imagem: Ankazhuravleva (Devian Art)
Escrito em 26 de março de 2020.

Olá amigos. Jamais imaginei escrever um poema desse tema...
Escrevi devido a esse momento que estamos passando, tinha muito mais a dizer pois envolve muitas mudanças seja em nossa forma de ver a vida. Quis escrever uma perspectiva de esperança para que todos nós fiquemos tranquilos, pois tudo voltará ao normal. Obrigada

12 de fevereiro de 2012

• Sobre o tempo

fevereiro 12, 2012 17 Comments


Sobre o tempo neste momento
Voaram as palavras de minha língua
Cansadas de estar a míngua
No aguardo de qualquer acalento

Eis que caio para admirar
O que construí sem derrubar?
Sem ocasionar os maiores estragos
O que ousei em tempos vagos?


Sobre fatos do tempo enredado
Não serve em mim tamanha grandiosidade
Alguém dividiria comigo então a saudade
Mas ninguém entende do que é intocado

Sobre o tempo escondem-se lugares
Os favoritos olhares
Que eu sinto falta em receber
Onde apenas eu posso ver

---Fran.Machado

3 de dezembro de 2011

• Coisa Saudosa/Canção Breves Certezas

dezembro 03, 2011 6 Comments



Com o ruído da televisão
Eu projeto a minha distração
Carente por alguma compreensão
Assustei a todos querendo atenção

O vento que sopra saudade
A fumaça mais doce e pálida
Não é que sorrir seja fraude
Mas há alguma coisa cálida

Deu palpites meu destino louco
Consigo o que sonho aos poucos
Falo e que fique ao eco
Pois se torno a reclamar peco

E pude sentir a maldade
Nesse sol de toda realidade
Nessas oscilações penosas
Saudade de algo tenho, existe
Uma coisa saudosa

Sobre os ruídos da conversa
Da canção, da respiração
Do que é coisa inversa
Desse silêncio e do agito da palpitação

---

Autoria: Franciéle R.Machado


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Música " Breves Certezas"


Venho com novidades, agora estou no mundo musical também e estou com

alguns vídeos no youtube...e há um em especial que é de uma canção

criada por mim "Breves Certezas" que foi tocado no Cine Rock Itaqui. A Música e a Poesia juntas!

Obs: No início o microfone está baixo, mas depois melhora...



Breves Certezas
Letra, melodia e arranjo: Franciéle Machado
Solo e finalização: Juliano Cabral

A vida passa
E o comum já não tem graça
Não quero nada mais
E a gente faz pirraça
Achando que assim se acha a paz, a paz
Que depressa se desfaz em um choque de realidade

Perdi à tarde na solidão e ainda assim
Não gosto da multidão

E eu quero o silêncio das minhas ideias
E não chorar misérias por causa dos temporais passados
Então eu sinto o impacto de qualquer verdade
Isso é um confronto em pleno final de tarde

Eu acho que eu sou a solidão
Mais bonita
Eu acho, eu acho (2X)

(Solo)

Eu acho que eu sou a solidão
Mais bonita
Eu acho, eu acho (3X)


Espero que gostem ^^

15 de setembro de 2011

• Devaneio pelo anoitecer

setembro 15, 2011 4 Comments



Essas luzes no notável anoitecer
Parecia a tudo responder
Embora isso demonstre loucura
A noite possui uma coisa pura

Não como as vagas mentiras
Que rolam soltas e perdidas
E nem como olhadas fingidas
E o despreparo das iras

Nem parece com a enganação
Que adentra ao coração sem razão
Parecia reluzir redenção
Mesmo em contratempos na situação

Não cansarei de todo estável anoitecer
E dos habituais dias se vivendo
A voz da ansiedade pode reaparecer
Mas para as nostalgias vou pertencendo

Junto às luzes do anoitecer
Numa conversa comigo
E um chá e livro amigo
Lá outro devaneio pra reviver



---

Autoria: Franciéle R.Machado



(Estou meio afastada do blog, mas estou com outros projetos que trazem poesia e música juntos...Quero um dia ter algo gravado para mostrar a vocês, então desculpe esse afastamento às vezes longo do blog)

3 de fevereiro de 2011

• Literárias Correspondências

fevereiro 03, 2011 9 Comments


Um café esfriando ao léu
Uma ideia falando sozinha
E a capacidade de ir ao céu
Mesmo estando na cozinha


Vendo os fundos de casa
Com um leve som do ponteiro
E me dizem algo logo faça
Num instante fragmentado, não inteiro


E lá vem construções literárias
Que aparecem mesmo no inesperado
Soando sensações reais e diárias
A saudade de cada espaço amado



As literárias correspondências
A caixa do correio de lá está lotada
Lá no meu canto fica toda essência
Fora de lá apenas vivo atordoada


Talvez minha memória falha
Pare e não dispare sons de saudade
Essa sensação nem mesmo valha
Volte ao correr para a normalidade



E minhas literárias correspondências
Esperam por um afago meu
Por eu agora cheia de carências
Querendo acolher o meu eu



Disparam sons de saudade
É a mais dolorosa fraude
Literárias construções em espanto

Coisa que sinto por estar fora do recanto

---

Autoria: Franciéle R. Machado


( Um tempo distante de casa e escrevo isso.Começo falando do lugar amado e logo voltando ao lugar onde eu estava no momento, longe daquele lugar, do meu real recanto...)