28 de setembro de 2009

✿ Não há previsões


Em passos lentos e leves
No chão há tanta recordação sem sentido
Coisas antigas e que se foram
Outra fase e outra mente
Tentando ser indiferente mas é o que se sente
Que bagunça tudo isso aqui
Sem esperanças que foram pisoteadas
Pelo meu próprio fantasma

As vezes na janela do meu quarto
Olho para fora tentando achar
E o destino não tem previsão
Já são quatro dias sem poder dormir direito
Ou até mais e nem me lembro
O costume de desorganizar tudo
Pois não se sabe quando vai se melhorar
Com essa solidão é longe da solução

Ninguém sabe quando começo a chorar
Ou sorrir e cantar
Só comigo mesma é que tento me conformar
Não sei o que deve ser
Pura falta de compreensão e desilusão
Não há previsão

Quando começa a chover ninguém pode ver
São lágrimas ou será a chuva?
Macia e fria sobre meu rosto
Sob meus olhos cheios de sono

E viajo fora do meu mundinho
Tudo é igual e não há inspiração
Só palavras com a desilusão
Até quando estou bem
Está tudo bem

E não há previsões
Preciso de previsões

Fran.R.M

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