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• A descrição do amar alguém

O coração nunca sabe esconder
Algo tão simples de se perceber
Um sentimento que parece brotar
Amar alguém que pode não nos amar
Sentir uma chama sobre a pele fria
E uma força sobrenatural cheia de magia

É como estar tocando na alegria
A esperança nunca se ia
Se sentir assim parece melhor
Mas nada gira aqui ao redor
Perdendo-se num compasso agitado
O coração pulsando mais rápido

Amamos de várias maneiras
Até por uma vida inteira
Esperando que esse alguém volte
Segure a nossa mão e nunca solte
Amar é entender sem julgar
É esperar mesmo sem saber se vai voltar

É amar sem ser amado
Deixar seu próprio tempo congelado
Amar pode ser se machucar
E em um dia pode nos completar
Uma magia sem final
Uma esperança imortal
---
Autoria: Franciéle R.Machado

Comentários

  1. É ser fiel a quem nos trai...
    Belo poema!
    Abraços,

    ResponderExcluir
  2. hum! vc tem tato com as rimas né? eu nao consigo fazer sonetos ricos!
    parabens!

    estou seguindo e desejando sucesso!
    xeru

    ResponderExcluir
  3. garota voce é talentosa pra caramba
    olhe o meu blog tambem faço poema
    espero fazer uma composição com voce um dia se voce quiser claro
    comenta no meu blog
    virei o seu fã

    ResponderExcluir
  4. quero fazer uma parceria com voce
    voce aceita ??
    o meu blg é novo ainda nao tem quase nada nele, mais vou arruma ele

    ResponderExcluir

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● Ponteiros tortos

Quantos sonhos loucos passaram por tua porta? Não viu as cores que tecem o céu, que mudou há tempos Perdemos a lucidez desde os anseios mais remotos Desde que a dúvida, calou qualquer tentativa torta
Me desnorteia respirar nesse véu de dias iguais Eu conversaria por horas dentro de mim mesma Com os mesmos traços e ainda os mesmos pedaços Embora sinto que meus anos correram demais
Voltaria para quem fui, correndo ao alento Retalhos do que bastou para amar, não seria para depois Basta de fugir do meu eu, sem contentamento! Eu e meus batimentos descompassados não somos dois 
Corremos na linha de qualquer outra perdição Entre a brandura e a loucura, sem ponteiros para seguir Na frente aos pés, aos poucos sinto a leve intuição Alguém mais despertou depois de tempos sem sentir?

Autoria: Franciéle R. Machado

• Avessos

Não sou eu há dias, ou horas Nem anteontem desde o sentido distorcido Que vaga beirando ao silêncio Linha tênue que embriaga
Não sou horizonte, nem estrada Pois parei em pontos distantes Além da lua e da noite E há dias permaneço assim intacta
E dentre tropeços, perdi os endereços Tenho casa só dentro de mim Para não dizer que sou perdida Nestas linhas vastas de insensatez
Não sei onde ficou o espelho Pois esta face não é minha Desde que me tornei ventania desfocada Que passeia sem qualquer adereço
Embora tenha no peito ideias sozinhas Que dos avessos perdem-se por aí Não sou eu, faz dias, um mês E quem sou? Linha do verso só por dizer?
Autoria: Franciéle Romero Machado

Amigos, desculpe a ausência do blog...Continuarei compartilhando cada verso com vocês!

Peito em estopim

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Só eu e você
Dentre olhares confortáveis

Reinvento, paisagens aleatórias de nós
O teu humor tão seguro de si
Um gosto de que algo entre nós 
Não pode fugir assim

Um salto no ar, pra quem quer tanto
Quando teus olhos me abraçam
Te percebo em cada canto
Da minha projeção mais impensável

Sei que não é pouco
Amar desperta a intenção
De embaralhar toda a nossa razão

Insano, como quem declara o que sente tão alto
E se o depois não houvesse?
Sorriria para ti, pois viveu um sonho em mim

Um tormento que me desatinou
Um suspiro em sua voz, ouço em meu interior
A vida que desabrochou de novo enfim

Quando nos reconstruímos
Mesmo quando parecera arrancar esse afeto por medo
Reviveu, peito em estopim

Pois decerto não era para ser o fim

Autoria: Fran Romero