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• Tudo é um encaixe

Talvez a hora mais certa para silenciar
Embora eu durma tão tarde
Não menos que três da manhã

Eles jamais vão poder me jogar
Palavras cruas e covardes
Não estando eu na verdade sã

Nem é a boêmia inventada na cabeça
Muito menos psicologia barata
É que as coisas tem de a se encaixar

As coisas que se mereça
Ou tudo não passa ideia que se mata
Pôr desordem a fim de perturbar

As coisas poderiam bem se arrumar
Por si, sem eu pensar mil planejamentos
Como se isso dependesse só de mim

Pés que não descansam vão me derrubar
E de novo falar demais com meus sentimentos
É como conformar-me com qualquer fim

Acho mais simples esperar
Junto ao tempo vagar

---Fran.Machado

Comentários

  1. tu sabe que adoro seus poemas desde aprimeira vez né


    tempo tempo tempo

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  2. OOOI, amei o post.
    Bjks Mahri ( Na Onda da Galera )

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  3. Belo demais Fran!
    Você escreve com uma sensibilidade impressionante. Gostei muito!!
    Bjinhos XD

    ResponderExcluir
  4. Que bonito! Queria saber fazer poemas e poesias, mas isso não é para mm.

    Beijos e obrigado por visitar o blog, continue sempre visitando e comentando, adoro conhecer pessoas novas. :)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu também gosto de conhecer novas pessoas e blogs, apesar de hoje em dia não estar usando meu tempo muito para isso! rsrs

      Excluir
  5. Quanto tempo eu não te lia.
    Adorei, tu escreves super bem. ^^

    ResponderExcluir
  6. Olá, parabéns pelo seu blog.
    Te convido a conhecer o meu,
    http://carmasepalavras.blogspot.com/

    ;)

    ResponderExcluir
  7. Belíssima obra, Fran!
    Poesia com melodia, muito bem escrita.
    Grande abraço e sucesso!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Agradeço e sempre fico feliz com seus comentários e elogios, pois sei que você é um grande poeta!^^

      Excluir
  8. OLÁ, querida Franciele
    Estive ausente pela Quaresma...

    Páscoa é:

    "Coragem é a resistência ao medo,
    domínio do medo,
    e não a ausência do medo."
    (Mark Twain )

    SAIR DO PRÓPRIO TÚMULO

    Jesus libertou-me... enviou-me anjos para me soltar das amarras que me prendiam...

    Apóstolo Pedro: “precisamos dar razões que justifiquem a nossa Esperança” (1Ps 3,15).

    FELIZ PÁSCOA PARA TODOS NÓS!!!
    Abraços fraternos de paz

    ResponderExcluir
  9. Sim, sou estudante de nutrição! É bom achar uma companheira de curso na blogosfera. Que semestre que tu tá?

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● Ponteiros tortos

Quantos sonhos loucos passaram por tua porta? Não viu as cores que tecem o céu, que mudou há tempos Perdemos a lucidez desde os anseios mais remotos Desde que a dúvida, calou qualquer tentativa torta
Me desnorteia respirar nesse véu de dias iguais Eu conversaria por horas dentro de mim mesma Com os mesmos traços e ainda os mesmos pedaços Embora sinto que meus anos correram demais
Voltaria para quem fui, correndo ao alento Retalhos do que bastou para amar, não seria para depois Basta de fugir do meu eu, sem contentamento! Eu e meus batimentos descompassados não somos dois 
Corremos na linha de qualquer outra perdição Entre a brandura e a loucura, sem ponteiros para seguir Na frente aos pés, aos poucos sinto a leve intuição Alguém mais despertou depois de tempos sem sentir?

Autoria: Franciéle R. Machado

• Avessos

Não sou eu há dias, ou horas Nem anteontem desde o sentido distorcido Que vaga beirando ao silêncio Linha tênue que embriaga
Não sou horizonte, nem estrada Pois parei em pontos distantes Além da lua e da noite E há dias permaneço assim intacta
E dentre tropeços, perdi os endereços Tenho casa só dentro de mim Para não dizer que sou perdida Nestas linhas vastas de insensatez
Não sei onde ficou o espelho Pois esta face não é minha Desde que me tornei ventania desfocada Que passeia sem qualquer adereço
Embora tenha no peito ideias sozinhas Que dos avessos perdem-se por aí Não sou eu, faz dias, um mês E quem sou? Linha do verso só por dizer?
Autoria: Franciéle Romero Machado

Amigos, desculpe a ausência do blog...Continuarei compartilhando cada verso com vocês!

Peito em estopim

Conversas do anoitecer
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Dentre olhares confortáveis

Reinvento, paisagens aleatórias de nós
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Um gosto de que algo entre nós 
Não pode fugir assim

Um salto no ar, pra quem quer tanto
Quando teus olhos me abraçam
Te percebo em cada canto
Da minha projeção mais impensável

Sei que não é pouco
Amar desperta a intenção
De embaralhar toda a nossa razão

Insano, como quem declara o que sente tão alto
E se o depois não houvesse?
Sorriria para ti, pois viveu um sonho em mim

Um tormento que me desatinou
Um suspiro em sua voz, ouço em meu interior
A vida que desabrochou de novo enfim

Quando nos reconstruímos
Mesmo quando parecera arrancar esse afeto por medo
Reviveu, peito em estopim

Pois decerto não era para ser o fim

Autoria: Fran Romero