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• O quê?


O que posso citar sobre o mundo e sua rispidez?
Dessa vez não são lamúrias de uma jovem atordoada
Quero apenas silêncio imundo das mentiras criadas
Finjo que sou tola, mas acostumei-me as ciladas

Gracejas por quê? Sou áspera em silenciar
Regras para que? Se eles vão sabotar
Na rispidez do mundo imundo e pacífico
Hora abaixo de linhas médias, hora no pico

Sei lá o quê, nunca importou
Ora! Nunca entendi, só senti e vi

Autoria: Franciéle R .Machado



Comentários

  1. Com poucas palavras conseguiste dizer tanto, talento único. Como sempre vejo teus versos dotados de veracidade tal qual o estilo incomparável de poesias autorais de Fran Machado, da mesma maneira que te sentiste assim nota-se no mundo tal rispidez capaz de tonar-nos cego diante de nossos medos, contudo tu és diferente, tens a capacidade de renascer cada vez mais forte, mais avigorada, mais sagaz, disposta a sobreviver ao cotidiano neste mundo, que embora fugaz é árduo principalmente com quem é ávido por liberdade.

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  2. Ps. Escreva mais, tenho saudade dos seus versos. Este estava muito bom, seu talento nunca deixa a desejar. Beijos!!! Aguardo novas postagens...

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    Respostas
    1. Agradeço seu comentário, bem interessante sua compreensão sobre o poema. Compreendeste bem a temática do poema.
      Abraços! <3

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    2. Aguardo novas postagens suas também! :D

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  3. Olá, Franciélle!!!!
    Q que???? Você também é assim, Eva???? Vivendo mergulhada nesse paraíso que é o mundo. mas, disfarça as suas raivas, medos e fortalezas no trato com as hienas e as serpentes lançadas no nosso imenso e exuberante jardim???? Que bom!!!! Estamos juntos!!!!
    Parabéns!!!! Mais uma das suas geniais criações e, entre outros prêmios mais que merecidos, tens esse meu aqui, chamado.... compartilhamento!!!!
    Um abraço!!!!!

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  4. Sua escrita é tão linda e delicada quanto teus pensamentos, tua forma simples e complexa de escrever me faz sentir a poesia com facilidade... :) Bjo, poeta!!!!

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  5. Olá Fran! Realmente existe dentro de nós um desânimo com os desmandos, com as decepções constantes, as "mentiras criadas" como vc diz.
    Ainda somos muito imaturos como seres humanos, nossa raça necessita de muito amadurecimento ainda.
    Mais uma obra de arte por aqui.
    Grande abraço, sucesso e grato pela visita!

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  6. As veze sé inútil procurar entender, melhor andar certo vivendo dentro do erro.

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  7. Olá, bom tudo, para você
    Neste dia de sábado, doado-nos graciosamente pelo Criador, estou cá, com o sentimento de amizade, respeito e alegria, à saudar-te.
    Viva, o dom da Vida.
    Um abraço.

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● Ponteiros tortos

Quantos sonhos loucos passaram por tua porta? Não viu as cores que tecem o céu, que mudou há tempos Perdemos a lucidez desde os anseios mais remotos Desde que a dúvida, calou qualquer tentativa torta
Me desnorteia respirar nesse véu de dias iguais Eu conversaria por horas dentro de mim mesma Com os mesmos traços e ainda os mesmos pedaços Embora sinto que meus anos correram demais
Voltaria para quem fui, correndo ao alento Retalhos do que bastou para amar, não seria para depois Basta de fugir do meu eu, sem contentamento! Eu e meus batimentos descompassados não somos dois 
Corremos na linha de qualquer outra perdição Entre a brandura e a loucura, sem ponteiros para seguir Na frente aos pés, aos poucos sinto a leve intuição Alguém mais despertou depois de tempos sem sentir?

Autoria: Franciéle R. Machado

• Avessos

Não sou eu há dias, ou horas Nem anteontem desde o sentido distorcido Que vaga beirando ao silêncio Linha tênue que embriaga
Não sou horizonte, nem estrada Pois parei em pontos distantes Além da lua e da noite E há dias permaneço assim intacta
E dentre tropeços, perdi os endereços Tenho casa só dentro de mim Para não dizer que sou perdida Nestas linhas vastas de insensatez
Não sei onde ficou o espelho Pois esta face não é minha Desde que me tornei ventania desfocada Que passeia sem qualquer adereço
Embora tenha no peito ideias sozinhas Que dos avessos perdem-se por aí Não sou eu, faz dias, um mês E quem sou? Linha do verso só por dizer?
Autoria: Franciéle Romero Machado

Amigos, desculpe a ausência do blog...Continuarei compartilhando cada verso com vocês!

Peito em estopim

Conversas do anoitecer
Só eu e você
Dentre olhares confortáveis

Reinvento, paisagens aleatórias de nós
O teu humor tão seguro de si
Um gosto de que algo entre nós 
Não pode fugir assim

Um salto no ar, pra quem quer tanto
Quando teus olhos me abraçam
Te percebo em cada canto
Da minha projeção mais impensável

Sei que não é pouco
Amar desperta a intenção
De embaralhar toda a nossa razão

Insano, como quem declara o que sente tão alto
E se o depois não houvesse?
Sorriria para ti, pois viveu um sonho em mim

Um tormento que me desatinou
Um suspiro em sua voz, ouço em meu interior
A vida que desabrochou de novo enfim

Quando nos reconstruímos
Mesmo quando parecera arrancar esse afeto por medo
Reviveu, peito em estopim

Pois decerto não era para ser o fim

Autoria: Fran Romero