25 de janeiro de 2012

• A Efemeridade adoece

É certo que vou arrumar
Esse meu quarto bagunçado
E parar de me achar
Um monumento ilhado
De emoções efêmeras

No dicionário busco o significado
Ao que tenho passado relutante
Deve haver algo embrulhado
Algo que seja mesmo constante
Sem tolices e asneiras

E eu tinha alguma emoção
Na ponta dos meus dedos
A qual já fiz tanta reclamação
Deixando nos modernos medos

Medos de que fira gravemente
E efêmera devo estar sendo
Alego que ando meio doente
O que estará me adoecendo?

Tal efemeridade a vir assim cedo?

---Fran.Machado

16 comentários:

  1. Essas palavras ficaram pulsando na minha mente...
    "E eu tinha alguma emoção
    Na ponta dos meus dedos"

    Quando nos permitimos extravassar as emoções a vida passa com mais leveza e deixamos de adoecer!

    Um abraço carinhoso

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  2. Olá Franciele

    A-D-O-R-E-I...
    Visitando blogs amigos, encontrei o seu e vim lhe visitar. Gostei e já estou te seguindo. Vou aguardar a sua visita e ficarei feliz se me seguir também.

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  3. Que bonito, Francièle! De vez em quando precisamos mesmo "arrumar nosso quarto"colocar em ordem nossas emoções...e uma boa maneira de expressar essas emoções é escrevendo o que se está sentindo!
    Agradeço pela visita ao meu blog! Parabéns pelo teu!
    Beijo e sucesso!

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  4. A questão é, que emoção é essa tão efêmera, que conjuntos de emoções podem ser a representação dessa efemeridade que adoece? Muito boa a a colocação que nos remete ao próprio psicológico, nos fazendo buscar outras perspectivas do nosso emaranhado interno.

    Abraço, Fran ^^

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  5. Bom é que as sensações ruins
    sejam efêmeras e as boas durem mais.

    Bonita poesia.
    Flores.

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  6. Oi,vim conhecer seu Blog,amei e já estou super seguindo,parabêns por seu cantinho e muito sucessso aqui!

    Te convido para conhecer meu Blog e se gostar e puder seguir também,será muito bem vinda,sinta-se em casa!

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  7. O poeta exige e, mesmo no lirismo, nega-se a seu próprio sentir verdadeiramente, tal "a dor que deveras sente" ( Pessoa exigente) no descompasso de sua sede literária. Duas coisas lhe ocorrem: mergulhado num quarto vazio, tenta arrumar a mente cansada e, no entanto, compara-se a Ephemeridae de tão curta vida, prisioneiro de seu destino, servir de isca aos peixes.

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  8. Puxa super me sinto assim!!
    "É certo que vou arrumar
    Esse meu quarto bagunçado
    E parar de me achar
    Um monumento ilhado
    De emoções efêmeras"
    Ações de diversos corações
    um abrç

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  9. O quarto me pareceu uma metáfora para si mesmo...
    "preciso arrumar esse quarto"

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  10. Bela obra Fran, como sempre brilhante.
    Sou um grande fã.
    Grande abraço e sucesso!

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  11. Toda a arte começa na insatisfação física (ou na tortura) da solidão e da parcialidade.

    Ezra Pound

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  12. Ôi! Passando pra convidar! Tem post novo e presente muito especial! Vem! Cada coração amigo conquistado, é mais uma luzinha a iluminar a nossa estrada! Uma 6ªF radiante e abençoada! Abraço fraterno e afetuoso! Elaine Averbuch Neves
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    Beijos

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