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• A Efemeridade adoece

É certo que vou arrumar
Esse meu quarto bagunçado
E parar de me achar
Um monumento ilhado
De emoções efêmeras

No dicionário busco o significado
Ao que tenho passado relutante
Deve haver algo embrulhado
Algo que seja mesmo constante
Sem tolices e asneiras

E eu tinha alguma emoção
Na ponta dos meus dedos
A qual já fiz tanta reclamação
Deixando nos modernos medos

Medos de que fira gravemente
E efêmera devo estar sendo
Alego que ando meio doente
O que estará me adoecendo?

Tal efemeridade a vir assim cedo?

---Fran.Machado

Comentários

  1. Essas palavras ficaram pulsando na minha mente...
    "E eu tinha alguma emoção
    Na ponta dos meus dedos"

    Quando nos permitimos extravassar as emoções a vida passa com mais leveza e deixamos de adoecer!

    Um abraço carinhoso

    ResponderExcluir
  2. Olá Franciele

    A-D-O-R-E-I...
    Visitando blogs amigos, encontrei o seu e vim lhe visitar. Gostei e já estou te seguindo. Vou aguardar a sua visita e ficarei feliz se me seguir também.

    BJ000000000..................
    www.amigadamoda1.com

    ResponderExcluir
  3. Que bonito, Francièle! De vez em quando precisamos mesmo "arrumar nosso quarto"colocar em ordem nossas emoções...e uma boa maneira de expressar essas emoções é escrevendo o que se está sentindo!
    Agradeço pela visita ao meu blog! Parabéns pelo teu!
    Beijo e sucesso!

    ResponderExcluir
  4. A questão é, que emoção é essa tão efêmera, que conjuntos de emoções podem ser a representação dessa efemeridade que adoece? Muito boa a a colocação que nos remete ao próprio psicológico, nos fazendo buscar outras perspectivas do nosso emaranhado interno.

    Abraço, Fran ^^

    ResponderExcluir
  5. Bom é que as sensações ruins
    sejam efêmeras e as boas durem mais.

    Bonita poesia.
    Flores.

    ResponderExcluir
  6. Oi,vim conhecer seu Blog,amei e já estou super seguindo,parabêns por seu cantinho e muito sucessso aqui!

    Te convido para conhecer meu Blog e se gostar e puder seguir também,será muito bem vinda,sinta-se em casa!

    Ah,tem 2 sorteios rolando por lá,participa! :)

    http://umamulherbemvestida.blogspot.com

    ResponderExcluir
  7. O poeta exige e, mesmo no lirismo, nega-se a seu próprio sentir verdadeiramente, tal "a dor que deveras sente" ( Pessoa exigente) no descompasso de sua sede literária. Duas coisas lhe ocorrem: mergulhado num quarto vazio, tenta arrumar a mente cansada e, no entanto, compara-se a Ephemeridae de tão curta vida, prisioneiro de seu destino, servir de isca aos peixes.

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  8. Puxa super me sinto assim!!
    "É certo que vou arrumar
    Esse meu quarto bagunçado
    E parar de me achar
    Um monumento ilhado
    De emoções efêmeras"
    Ações de diversos corações
    um abrç

    ResponderExcluir
  9. O quarto me pareceu uma metáfora para si mesmo...
    "preciso arrumar esse quarto"

    ResponderExcluir
  10. Bela obra Fran, como sempre brilhante.
    Sou um grande fã.
    Grande abraço e sucesso!

    ResponderExcluir
  11. Toda a arte começa na insatisfação física (ou na tortura) da solidão e da parcialidade.

    Ezra Pound

    ResponderExcluir
  12. Ôi! Passando pra convidar! Tem post novo e presente muito especial! Vem! Cada coração amigo conquistado, é mais uma luzinha a iluminar a nossa estrada! Uma 6ªF radiante e abençoada! Abraço fraterno e afetuoso! Elaine Averbuch Neves
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