12 de agosto de 2018

● Cada palavra que jaz




O que escrevo são como fotografias mal tiradas
Meu eu, que não pertence ao nada
Se você busca olhos e acalento
O conforto não é em meus braços sem sustento

A tempestade que se formou naquele dia comum
Em maio e seus dias mornos e nublados
Não posso, desviar a atenção e a intenção
De que buscas em mim, um verso improvável

Cada palavra aqui jaz, matéria explosiva
Impulsiva como sentimentos em decomposição 
E preenche cada suspiro, palpita na batida da canção
Ainda encontra-se inexplicavelmente viva!

Mas eu não consigo traduzi-lá sem me desfazer
Como se fosse ao encontro do desalento
Conjurada em cada letra e sua denotação
Pertenço assim ao delineado de cada sensação


Autoria: Franciéle Romero Machado







2 comentários:

  1. Suas palavras são como o vento, podem ser doces e suaves como uma brisa de verão ou até mesmo um frio vendaval de um inverno rigoroso. É possível sentir o peso que você carregou ou tem carregado a partir destes versos, versos estes que por mais que representem um tormento são lindos, pois são partes de você e como todo poeta ou toda poetisa é algo que você tirou do seu coração e colocou em linhas achando palavras que descrevessem a emoção. Quem lê sente o que você sentiu e quem sentiu vê o que você vê... Espero ver novos poemas em breve!!! Beijos Fran boa semana pra você!!!

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    1. Sim, escrever é deixar que as palavras guiem e descrevam o momento. Deixar nas linhas as emoções que precisam ser libertadas de dentro de nós, sejam boas ou ruins. Obrigada pela leitura e volte sempre ao blog. Uma boa semana pra você também e aguardo novidades em seu blog!

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