23 de fevereiro de 2017

• Empalidecendo


Será que o amor
Ousaria normalmente ir?
Assim como chegou em um dia qualquer

Se o mundo não fosse dessa dor
De deixar o amor fugir
Assim fugaz e libertino porque quer

E sua voz suave coisas dizendo 
Percebendo que há um silêncio ao fundo
Pois mal posso desatar a dúvida

Do entardecer empalidecendo
E eis que nessa palidez afundo
Em coisas que digo a ti mesmo lúcida

E será que o amor
Abriria a porta e nela sairia?
Assim "como nada aconteceu"

Os dias futuros só teriam qualquer cor
E acho que a solidão aqui habitaria
Como se de novo ela fizesse parte do meu eu

Autoria: Franciéle Romero Machado

2 comentários:

  1. Lindos versos Fran, carregados de sentimentos e traços de realidade. Versos que embora lindos possuem o lado sombrio da falta de amor, mas nenhum coração se mantém rígido a ponto de deixar que o orgulho abra a porta para a partida. Toda decisão pesada deve ser posta em uma balança feita de memórias, pois somente os bons e maus momentos mostram o quanto compensa estar ali...
    Beijos Fran parabéns pela escrita, espero ler mais de vc!!!

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  2. Muito obrigada pelo seu comentário. Sim exatamente isso, esse poema retrata puramente um coração e mente confusos e ao mesmo tempo apegados aquele sentimento...ao qual está enraizado ali no peito, mas vez ou outra parece se desalinhar. Boa interpretação, gostei de sua colocação. Beijos e em breve postarei outros versos :D

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