18 de julho de 2017

● Ponteiros tortos


Quantos sonhos loucos passaram por tua porta?
Não viu as cores que tecem o céu, que mudou há tempos
Perdemos a lucidez desde os anseios mais remotos
Desde que a dúvida, calou qualquer tentativa torta

Me desnorteia respirar nesse véu de dias iguais
Eu conversaria por horas dentro de mim mesma
Com os mesmos traços e ainda os mesmos pedaços
Embora sinto que meus anos correram demais

Voltaria para quem fui, correndo ao alento
Retalhos do que bastou para amar, não seria para depois
Basta de fugir do meu eu, sem contentamento!
Eu e meus batimentos descompassados não somos dois 

Corremos na linha de qualquer outra perdição
Entre a brandura e a loucura, sem ponteiros para seguir
Na frente aos pés, aos poucos sinto a leve intuição
Alguém mais despertou depois de tempos sem sentir?

Autoria: Franciéle R. Machado

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